- Casos de morte súbita durante exercícios, especialmente em academias e atividades de alta intensidade, destacam a importância da avaliação cardiovascular antes de treinar.
- O cardiologista Juliano Novaes Cardoso explica que, acima de 40 anos, a principal causa costuma ser doença arterial coronariana; entre os jovens, cardiomiopatia hipertrófica, miocardites e arritmias são prioridades.
- A prática regular de atividade física reduz a mortalidade cardiovascular, mas é essencial verificar doenças prévias e agir com segurança nos ambientes esportivos.
- Sinais de alerta que requerem avaliação médica incluem desmaios, dor no peito, palpitações, falta de ar desproporcional ao esforço e histórico familiar de morte súbita ou doenças cardíacas precoces.
- Além da avaliação individual, academias devem ter desfibriladores automáticos externos e equipes treinadas em ressuscitação; iniciar exercícios intensos sem condicionamento, uso de estimulantes e desidratação elevam o risco.
Os casos de morte súbita durante exercícios físicos voltaram a alertar a população. Ocorreram principalmente em academias e atividades de alta intensidade, reforçando a necessidade de avaliação cardiovascular antes de iniciar ou intensificar a prática.
O médico cardiologista Juliano Novaes Cardoso, da Faculdade Santa Marcelina, explica que as causas variam por idade: após 40 anos, doenças arteriais coronarianas são mais comuns; em jovens, cardiomiopatia hipertrófica, miocardites e arritmias ganham relevância.
A prática regular de atividade física reduz mortalidade cardiovascular, mas é essencial identificar doenças prévias e riscos. A mensagem é promover treino seguro, com orientação médica e atenção aos sinais do corpo.
Sinais de alerta e avaliação
Desmaios, dor no peito, palpitações, falta de ar desproporcional ao esforço e histórico familiar de morte súbita demandam avaliação médica. Exames simples podem identificar alterações antes de eventos graves.
Além da avaliação individual, ambientes esportivos devem estar preparados. DEA disponíveis e equipes treinadas em reanimação podem fazer a diferença no atendimento de emergências.
Fatores como início abrupto de treino intenso, uso de estimulantes, desidratação e sobrecarga física elevam o risco em pessoas predispostas. A orientação adequada é para praticar com segurança.
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