Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Dejetos de porcos podem substituir fertilizantes importados no Brasil

Embrapa valida estruvita de dejetos suínos como fertilizante de liberação lenta, reduzindo importação de fósforo e criando nova renda para suinocultores

Plantação de soja em Santo Augusto (RS) que utiliza estruvita como fertilizante em experimento da Embrapa (Foto: Caio Inácio/Embrapa)
0:00
Carregando...
0:00
  • Embrapa, em Seropédica (RJ), validou a estruvita obtida de dejetos suínos como alternativa sustentável aos adubos fosfatados importados.
  • A estruvita é um mineral branco, composto de fósforo, nitrogênio e magnésio, produzido por precipitação a partir dos resíduos líquidos da criação de porcos.
  • Trata-se de um fertilizante de liberação lenta, adequado para solos ácidos do Brasil, mantendo produtividade equivalente aos adubos importados.
  • O país importa cerca de 70% dos adubos químicos à base de fósforo e depende de importações, com a China entre os principais fornecedores; produzir estruvita localmente aumenta a soberania.
  • Benefícios ambientais incluem redução da poluição causada pelos efluentes suinícolas; economicamente, propriedades com mais de 5 mil suínos podem faturar com a venda da estruvita, com projeção de até 340 mil toneladas por ano no Brasil.

A Embrapa, em Seropédica (RJ), validou o uso da estruvita, obtida a partir de dejetos suínos, como alternativa aos adubos fosfatados importados. A iniciativa favorece a economia circular, reduz a dependência externa e diminui impactos da suinocultura brasileira.

A estruvita é um mineral branco formado por fósforo, nitrogênio e magnésio. Produtora por meio de precipitação a partir dos resíduos líquidos da suinicultura, transforma o resíduo em fertilizante de alto valor para a agricultura.

Diferente de adubos convencionais, a estruvita tem liberação lenta. Isso beneficia solos ácidos do Brasil, mantendo a produtividade equivalente aos fertilizantes importados.

Soberania e impactos estratégicos

Atualmente, o Brasil importa cerca de 70% dos adubos à base de fósforo. Dependência de países como a China representa vulnerabilidade econômica e logística diante de crises.

Além da dependência, as reservas de fósforo são finitas e os preços variam conforme o cenário internacional. Produzir adubo a partir de resíduos animais aumenta autonomia do agronegócio.

Benefícios ambientais e econômicos para produtores

A produção de suínos gera efluentes que podem contaminar águas se mal manejados. Extrair fósforo e nitrogênio para formar estruvita reduz a carga poluidora e protege recursos hídricos.

Essa prática pode ampliar a produção com segurança ambiental. A tecnologia transforma resíduos em insumo comercializável para o setor agroindustrial.

Oportunidade econômica para criadores de suínos

Propriedades com mais de 5 mil suínos podem faturar com a venda da estruvita. Em larga escala, a estimativa é de cerca de 340 mil toneladas anuais no Brasil. Região Sul e Centro-Oeste seriam as principais beneficiadas.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais