- Embrapa, em Seropédica (RJ), validou a estruvita obtida de dejetos suínos como alternativa sustentável aos adubos fosfatados importados.
- A estruvita é um mineral branco, composto de fósforo, nitrogênio e magnésio, produzido por precipitação a partir dos resíduos líquidos da criação de porcos.
- Trata-se de um fertilizante de liberação lenta, adequado para solos ácidos do Brasil, mantendo produtividade equivalente aos adubos importados.
- O país importa cerca de 70% dos adubos químicos à base de fósforo e depende de importações, com a China entre os principais fornecedores; produzir estruvita localmente aumenta a soberania.
- Benefícios ambientais incluem redução da poluição causada pelos efluentes suinícolas; economicamente, propriedades com mais de 5 mil suínos podem faturar com a venda da estruvita, com projeção de até 340 mil toneladas por ano no Brasil.
A Embrapa, em Seropédica (RJ), validou o uso da estruvita, obtida a partir de dejetos suínos, como alternativa aos adubos fosfatados importados. A iniciativa favorece a economia circular, reduz a dependência externa e diminui impactos da suinocultura brasileira.
A estruvita é um mineral branco formado por fósforo, nitrogênio e magnésio. Produtora por meio de precipitação a partir dos resíduos líquidos da suinicultura, transforma o resíduo em fertilizante de alto valor para a agricultura.
Diferente de adubos convencionais, a estruvita tem liberação lenta. Isso beneficia solos ácidos do Brasil, mantendo a produtividade equivalente aos fertilizantes importados.
Soberania e impactos estratégicos
Atualmente, o Brasil importa cerca de 70% dos adubos à base de fósforo. Dependência de países como a China representa vulnerabilidade econômica e logística diante de crises.
Além da dependência, as reservas de fósforo são finitas e os preços variam conforme o cenário internacional. Produzir adubo a partir de resíduos animais aumenta autonomia do agronegócio.
Benefícios ambientais e econômicos para produtores
A produção de suínos gera efluentes que podem contaminar águas se mal manejados. Extrair fósforo e nitrogênio para formar estruvita reduz a carga poluidora e protege recursos hídricos.
Essa prática pode ampliar a produção com segurança ambiental. A tecnologia transforma resíduos em insumo comercializável para o setor agroindustrial.
Oportunidade econômica para criadores de suínos
Propriedades com mais de 5 mil suínos podem faturar com a venda da estruvita. Em larga escala, a estimativa é de cerca de 340 mil toneladas anuais no Brasil. Região Sul e Centro-Oeste seriam as principais beneficiadas.
Entre na conversa da comunidade