- Surto de Ebola na República Democrática do Congo registra 51 casos confirmados, 600 casos investigados e 139 mortes suspeitas; OMS informou que a resposta internacional foi “um pouco tardia”.
- Ebola é doença grave, com média de letalidade em torno de cinquenta por cento, causada por vírus do gênero Orthoebolonavirus.
- O vírus é transmitido de animais selvagens para humanos e, entre pessoas, pelo contato direto com sangue, secreções ou superfícies contaminadas.
- A disseminação rápida no Congo deve-se à variante Bundibugyo, que é menos conhecida e não possui vacinas ou tratamentos aprovados; o atual contexto inclui conflito e deslocamentos de população.
- Existem duas vacinas aprovadas, Ervebo e Zabdeno/Mvabea, mas elas não protegem a variante Bundibugyo; há doses experimentais em estudo e tratamentos com anticorpos monoclonais (mAb114 e REGN-EB3) indicados pela OMS.
O Ebola volta a ganhar importância na República Democrática do Congo (RDC), com uma variante recente que acelera a transmissão. A organização OMS confirma 51 casos confirmados até o momento, 600 casos sob investigação e 139 mortes suspeitas. O alerta se estende a uma possível epidemia regional.
Segundo a OMS, o surto provavelmente começou há alguns meses e a resposta inicial de órgãos de saúde internacionais foi considerada “um pouco tardia”. A agência reforça a necessidade de ações rápidas para conter a expansão do vírus.
Contexto da doença
O Ebola é uma doença grave causada por vírus do gênero Orthoebolavirus. A taxa média de letalidade fica em cerca de 50%. Seis espécies foram identificadas, com três grandes surtos históricos: EBOV, SUDV e BDBV. A doença surgiu pela primeira vez em 1976, no Sudão e no Congo.
Transmissão e sintomas
O vírus é transmitido aos humanos por animais selvagens e dissemina-se entre pessoas via contato direto com sangue ou fluidos de infectados, além de superfícies contaminadas. Os principais sinais incluem febre, fadiga, dor de cabeça, dor abdominal, vômitos e diarreia. O intervalo entre infecção e início dos sintomas varia de dois a 21 dias.
Razões para disseminação atual no Congo
A disseminação rápida está ligada à variante Bundibugyo, mais rara e ainda sem vacinas ou tratamentos aprovados. O deslocamento massivo devido ao conflito militar no país, com quase 250 mil pessoas afastadas, dificulta o rastreamento de contatos e o controle da doença.
Vacinas e tratamentos
Existem duas vacinas aprovadas para Ebola, Ervebo e Zabdeno/Mvabea, usadas em campanhas de resposta a surtos. No entanto, elas não oferecem proteção contra a variante Bundibugyo. Pesquisas internacionais buscam opções adicionais, incluindo uma vacina experimental desenvolvida em Oxford.
Risco global e resposta internacional
A OMS afirma que o risco de uma epidemia global é baixo, mas o cenário nacional e regional permanece elevado. A cooperação internacional é considerada essencial para ampliar vigilância, prevenção e capacidade de resposta ante o surto e sua eventual expansão geográfica.
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