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Estudos indicam que geleira pode romper em breve

Geleira Thwaites intensifica instabilidade; rompimento da Plataforma de Gelo Oriental ameaça freio natural e elevação do nível do mar pode acelerar nas próximas décadas

A rápida perda de gelo ancorado na geleira Hektoria é visível nessas imagens adquiridas em outubro de 2022 (esquerda) e março de 2024 (direita) com o OLI (Operational Land Imager) do Landsat 8. A geleira recuou 8 quilômetros entre novembro e dezembro de 2022, após ter perdido uma seção de gelo flutuante de 16 quilômetros de extensão no início daquele ano — Foto: Imagens do Observatório da Terra da NASA por Lauren Dauphin, usando dados do Landsat do Serviço Geológico dos Estados Unidos
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  • A geleira Thwaites, na Antártida Ocidental, entra em nova fase de instabilidade, com fraturas na plataforma de gelo Oriental de Thwaites que indicam ruptura iminente.
  • A TEIS, configuração flutuante de cerca de 1.500 km², perdeu a capacidade de conter o gelo; fissuras grandes se abriram perto de ancoragens submarinas e o fluxo do gelo quase triplicou desde 2020.
  • O aquecimento das águas oceânicas, que diminui a espessura da base, aliado a mudanças no fluxo glacial, deixou o gelo mais fino, frágil e vulnerável à fragmentação.
  • Projeções indicam que a Thwaites pode perder cerca de 190 gigatoneladas de gelo por ano até 2067, aumento de aproximadamente 30% em relação ao ritmo atual, o que deve elevar gradualmente o nível do mar.
  • Um alerta veio da geleira Hektoria, na Península Antártica, que recuou cerca de 25 quilômetros entre 2022 e 2023, sugerindo mecanismos semelhantes de colapso sob aquecimento.

A geleira Thwaites, na Antártida Ocidental, vive um estágio de instabilidade que pode acelerar o aumento do nível do mar nas próximas décadas. Imagens de satélite mostram fraturas profundas na plataforma de gelo flutuante, sinalizando ruptura iminente. A situação aumenta o temor entre cientistas.

A plataforma de gelo Oriental de Thwaites (TEIS), com cerca de 1.500 km², funciona como barreira natural ao fluxo do gelo para o oceano. Fissuras cresceram próximo aos pontos de ancoragem submarinos, reduzindo a capacidade de frear o deslocamento da geleira.

A velocidade de deslizamento da TEIS triplicou desde 2020 e continua a subir. A combinação de águas oceânicas mais quentes e mudanças no fluxo glacial torna o gelo mais fino, frágil e propenso a fragmentação, segundo especialistas.

A principal preocupação não é apenas o desprendimento de blocos, mas a perda da função de contenção da TEIS. Sem esse freio, a Thwaites tende a avançar rumo ao oceano, acelerando seu colapso e impacto no nível do mar.

Estudos citados pela revista New Scientist indicam que o fluxo de gelo estabilizado pela TEIS aumentou cerca de 33% entre 2020 e 2026. A plataforma quase perdeu sua função de freio natural.

Projeta-se que a Thwaites possa perder cerca de 190 gigatoneladas de gelo por ano até 2067, volume cerca de 30% maior que o atual. O avanço do nível do mar deve ocorrer de forma gradual ao longo de décadas.

Ocasionalmente, alertas sobre a Thwaites são fortalecidos por eventos em outras geleiras, como a Hektoria, na Península Antártica. Entre 2022 e 2023, essa geleira recuou cerca de 25 km em 15 meses, em recuo rápido.

Pesquisadores apontam que a perda de proteção pela língua de gelo favoreceu uma cadeia de descolamentos acelerados. A infiltração de água do mar sob o gelo amplifica o desprendimento por flutuabilidade.

Apesar de não representar ameaça imediata, o cenário é relevante para cidades costeiras. O conjunto de evidências sugere que o aumento das temperaturas globais intensifica a instabilidade de plataformas de gelo antárticas.

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