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Foca rara se esconde em cavernas na Grécia para evitar turistas

Focas-monge-do-mediterrâneo usam cavernas submersas, chamadas bubble caves, na Grécia, para fugir de turistas e buscar refúgio contra a perturbação humana

Focas-monge-do-mediterrâneo registradas em cavernas submersas na Grécia
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  • Pesquisadores identificaram que a foca-monge-do-mediterrâneo está usando cavernas submersas, chamadas “bubble caves”, na Grécia como refúgio para fugir de turistas.
  • O estudo, publicado na revista Oryx e divulgado pelo Phys.org, acompanhou focas na ilha desabitada de Formicula entre 2020 e 2021.
  • Em 141 dias de monitoramento, as focas utilizaram a caverna submersa em 119 dias, mais que a caverna principal, que teve uso em 30 dias.
  • As cavernas funcionam como santuário invisível contra perturbação humana e também como locais de descanso.
  • A foca-monge-do-mediterrâneo é classificada como vulnerável pela União Internacional para Conservação da Natureza, e os pesquisadores defendem ampliar proteções e incluir bubble caves em estudos de conservação.

Uma das focas mais ameaçadas do mundo passou a buscar abrigo em cavernas submersas na Grécia para fugir de turistas. Focas-monge-do-mediterrâneo foram observadas usando cavernas parcialmente inundadas, acessíveis apenas por passagens submersas, como refúgio.

Pesquisadores acompanharam animais na ilha desabitada de Formicula. O estudo foi publicado na revista Oryx e divulgado pelo Phys.org. As câmeras automáticas registraram a espécie em duas cavernas entre 2020 e 2021.

A pesquisa mostra que as focas estiveram na caverna submersa em 119 dias, frente a 30 dias na caverna principal. Os registros incluem descanso na superfície, sono e posição imóvel no fundo do mar.

Segundo os autores, as bubble caves funcionam como santuário invisível contra perturbação humana. Estruturas úmidas e de difícil acesso ajudam a reduzir impactos de turismo na área.

A foca-monge-do-mediterrâneo é classificada pela IUCN como vulnerável, indicando alto risco de extinção na natureza. Em Formicula, turistas costumam se aproximar e visitar áreas de descanso e reprodução.

O estudo alerta que a pressão humana pode alterar comportamentos naturais e comprometer habitats essenciais. Os autores defendem ampliar proteção costeira e incluir as bubble caves em planos de conservação.

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