- O Prêmio Jovem Cientista 2026 tem o tema “Inteligência Artificial para o Bem Comum”, promovido pelo CNPq em parceria com a Fundação Roberto Marinho, com patrocínio master da Shell.
- Iniciativas de IA para a mobilidade são destaque, como o trabalho do professor Alberto Ferreira de Souza, da Universidade Federal do Espírito Santo, com o veículo autônomo Iara.
- Em 2017, o Iara percorreu mais de setenta quilômetros entre Vitória e Guarapari, uma das primeiras demonstrações de condução autônoma em vias brasileiras.
- A pesquisa envolve caminhões autônomos, aplicações na aviação, taxisamento autônomo de avião de passageiros com a Embraer, e projetos de eVTOLs (carros voadores) e robôs para inspeção de áreas perigosas.
- O prêmio oferece inscrições abertas até 14 de agosto, com vencedores recebendo laptops, bolsas de pesquisa e prêmios de R$ cinco mil a R$ quarenta mil.
A inteligência artificial deixou de ser promessa e passou a ser ferramenta para mobilidade, saúde e outras áreas. O Prêmio Jovem Cientista 2026 traz o tema “Inteligência Artificial para o Bem Comum”, estimulando pesquisas com foco no interesse público.
A UFES vem marcando presença nesse cenário. O professor Alberto Ferreira de Souza lidera pesquisas em IA aplicada à mobilidade autônoma há mais de uma década, com o projeto Iara, um carro capaz de circular sem motorista.
Em 2017, o veículo percorreu mais de 70 quilômetros entre Vitória e Guarapari, uma das primeiras demonstrações de condução autônoma em vias brasileiras. A linha de pesquisa avançou para caminhões autônomos e aplicações na aviação.
Avanços da UFES e parcerias
O grupo atua com veículos autônomos em diferentes setores, incluindo indústria e portos. Em parceria com a Embraer, realizou o primeiro taxiamento autônomo de um jato comercial a jato de passageiros no mundo.
Além disso, a equipe pesquisa eVTOLs, aeronaves elétricas de pouso e decolagem vertical, conhecidas como “carros voadores”, bem como robôs para inspeções em áreas perigosas. Há ainda iniciativas de robôs humanoides.
Ferreira cita que há aplicações de IA voltadas à longevidade humana, com estudos sobre leitura de códigos genéticos relacionados ao envelhecimento. O objetivo é entender se é possível influenciar fatores biológicos.
O prêmio e os critérios
O Prêmio Jovem Cientista é promovido pelo CNPq, com parceria da Fundação Roberto Marinho, patrocínio master da Shell e apoio de mídia da Editora Globo e do Canal Futura. Inscrições vão até 14 de agosto.
Podem participar estudantes do ensino médio, superior, mestrado e doutorado de todas as áreas. Os vencedores recebem laptops, bolsas de pesquisa e prêmios em dinheiro de 5 mil a 40 mil reais.
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