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Lentes de contato vestíveis tratam depressão sem remédios ou cirurgia

Lentes de contato vestíveis tratam depressão sem remédios; em camundongos, estimulam o cérebro pela retina com resultado similar ao Prozac

Extensão do cérebro, a retina serve de porta de entrada para estimular circuitos neurais associados à depressão
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  • Pesquisadores sul-coreanos apresentaram lente de contato bioeletrônica não invasiva que usa o olho como porta de entrada ao cérebro para tratar depressão em camundongos, sem cirurgia ou remédios.
  • O método, chamado interferência temporal, combina sinais elétricos na retina para gerar um campo de baixa frequência que ativa neurônios e estimula circuitos ligados ao humor.
  • Em três semanas de sessões diárias de trinta minutos, as lentes levaram a 76% mais locomoção, 132% mais tempo em zonas abertas e cerca de 45% menos imobilidade em relação ao grupo sem tratamento; serotonina subiu 47%, corticosterona no sangue caiu 48% e BDNF aumentou 131%.
  • Os resultados foram comparáveis aos observados com fluoxetina em camundongos, com IA classificando os animais tratados com lentes como próximos dos saudáveis.
  • Os autores planejam tornar a lente sem fio, testar segurança a longo prazo em animais maiores e ajustar a estimulação para possíveis usos futuros em ansiedade, dependência química e declínio cognitivo.

Uma equipe de pesquisadores sul-coreanos apresentou uma plataforma bioeletrônica vestível que usa lentes de contato para tratar depressão sem medicamentos nem cirurgia. O estudo foi feito em camundongos e os resultados foram comparáveis aos observados com fluoxetina.

O dispositivo funciona pela retina, que está conectada a regiões cerebrais envolvidas no humor, como o hipocampo e o córtex pré-frontal. As lentes empregam interferência temporal para estimular neurônios de maneira não invasiva.

As lentes integram eletrodos de óxido de gálio e platina, materiais transparentes e flexíveis. A ideia é manter visão estável e proporcionar estimulação sem prejudicar a visão.

Detalhes do estudo e segurança

Foram usados quatro grupos de camundongos e 36 combinações de estímulo. Sessões diárias de 30 minutos, durante três semanas, com 20 Hz e 200 mV. Um grupo recebeu fluoxetina em igual protocolo.

Resultados mostraram aumento de locomoção, tempo em áreas abertas e redução da imobilidade em relação ao grupo sem tratamento. Biomarcadores indicaram elevação de serotonina e BDNF, além de queda na corticosterona.

Análise e perspectivas

Equipe aplicou machine learning para correlacionar dados comportamentais, eletrofisiológicos e biológicos. O algoritmo posicionou os animais tratados com as lentes no grupo dos saudáveis, diante do grupo deprimido.

Gravações mostraram recuperação da sincronização entre hipocampo e córtex pré-frontal após as três semanas de estímulo, destacando a restauração da conectividade cerebral.

A equipe sugere que a tecnologia pode ser adaptada para outros transtornos, ajustando o estímulo. O estudo aponta caminhos para futuros ensaios clínicos, com lentes sem fio e segurança a longo prazo em modelos maiores.

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