Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Mapa aponta três estados com altas concentrações de terras raras

Mapa da mineração aponta alta concentração de terras raras em São Paulo, Paraná e Santa Catarina; novas etapas de estudo devem ocorrer em cidades paulistas

foto colorida de Tourmaline - elemento de terras raras
0:00
Carregando...
0:00
  • Estudo do Serviço Geológico Brasileiro aponta cidades em São Paulo, Paraná e Santa Catarina com altas concentrações de terras raras.
  • Em São Paulo: Itupeva, Alumínio, Morungaba, Capão Bonito, Juquiá, Jacupiranga, Cajati, Itapirapuã Paulista e Cananéia; no Paraná: Cerro Azul, Castro, Carambeí e Tijucas do Sul; em Santa Catarina: Joinville e Garuva.
  • Algumas amostras apresentam mais de 8 mil ppm de TREE (somatória de terras raras) e concentrações acima de 3 mil ppm de terras raras magnéticas, como neodímio e térbio.
  • Ainda neste ano, o governo iniciará nova etapa do estudo em Sete Barras, Tapiraí, Piedade e Natividade da Serra, todas em São Paulo.
  • O Brasil tem cerca de vinte por cento das reservas mundiais de terras raras, fica atrás da China em tecnologia de exploração e o governo diz estar aberto a capital estrangeiro, desde que respeite a soberania nacional.

O Serviço Geológico Brasileiro (SGB) aponta São Paulo, Paraná e Santa Catarina como estados com altas concentrações de terras raras. O estudo identifica cidades com potencial para extrair 17 elementos químicos utilizados em tecnologia de ponta, mas cujo processo é complexo e caro.

No levantamento, Itupeva, Alumínio, Morungaba, Capão Bonito, Juquiá, Jacupiranga, Cajati, Itapirapuã Paulista e Cananéia, em São Paulo; Cerro Azul, Castro, Carambeí e Tijucas do Sul, no Paraná; Joinville e Garuva, em Santa Catarina, aparecem com teores relevantes de terras raras. Os dados variam, porém indicam enriquecimento regional significativo.

Segundo o pesquisador Guilherme Troncon Guerra, algumas amostras apresentam teores totais superiores a 8 mil ppm de TREE, soma de todas as terras raras, o que caracteriza concentração expressiva na área estudada. Em várias regiões, há também mais de 3 mil ppm de elementos magnéticos (MREE) como neodímio e térbio.

O governo planeja avançar no estudo ainda neste ano, ampliando a investigação para Sete Barras, Tapiraí, Piedade e Natividade da Serra, todas em São Paulo. A etapa seguinte mira entender melhor o potencial e as condições de lavra locaiset.

No cenário global, a China concentral aproximadamente 40% das reservas mundiais de terras raras, seguida pelo Brasil com perto de 20%. Contudo, o Brasil ainda não detém tecnologia amplamente disseminada de exploração e refino desses minerais.

Nessa linha, o governo tem sinalizado abertura a investimentos estrangeiros, desde que respeitem a soberania nacional. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, ressaltou a intenção de atrair capital mantendo o marco regulatório e a segurança jurídica. A afirmação reforça o tom técnico do diálogo com o setor privado.

Antes, o ministro da Fazenda, Dário Durigan, defendia, em Paris, investimentos estrangeiros para minerais críticos e também defendia a construção de um marco legal que garanta previsibilidade jurídica e segurança aos investidores. As informações são provenientes de fontes oficiais e de veículos de imprensa especializados.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais