- Em 2024, o sub-registro de mortes em cartório foi de 3,4%, bem acima do sub-registro de nascimentos, em 0,95%.
- Foram estimados 2.366.617 bebês nascidos vivos notificados pelo sistema de saúde e registrados em cartório; 22.690 nascimentos não foram registrados no período legal.
- O sub-registro de óbitos foi de 52.059 casos que foram apenas notificados pelo sistema de saúde, com redução de 1,49 ponto percentual desde 2015.
- As maiores taxas de sub-registro por unidade da Federação ocorreram em Maranhão, Amapá, Piauí, Pará e Roraima; as menores, em Paraná, Distrito Federal, São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.
- O sub-registro é mais alto em bebês com menos de um ano (10,80%) e em idosos com 80 anos ou mais; destacam-se ainda 6,10% de sub-registro entre mães com menos de 15 anos.
O Brasil reduziu o sub-registro de mortes e nascimentos em 2024, mas 3,4% das mortes ainda não foram registradas em cartório. O índice é mais alto que o sub-registro de nascimentos, que ficou em 0,95%. O estudo utiliza dados do IBGE e das notificações do Ministério da Saúde.
A pesquisa Estimativas de Sub-Registro de Nascimentos e Óbitos cruza informações da Estatística do Registro Civil com dados do Sinasc e do SIM. O objetivo é alinhar notificação, registro e população para medir a realidade demográfica com maior precisão.
Em 2024, foram estimados 2.366.617 nascidos vivos notificados pelo sistema de saúde e registrados em cartório. Ainda assim, 22.690 nascimentos não foram registrados no período legal. O IBGE aponta redução de 3,26 pontos percentuais no sub-registro de nascimentos desde 2015.
As maiores taxas de sub-registro de nascimentos ficam em Roraima, Amapá, Amazonas, Piauí e Sergipe. Já as menores ocorrem no Paraná, Distrito Federal, São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. Disparidades refletem infraestrutura e condições socioeconômicas regionais.
Para as mortes, estima-se 1.479.877 óbitos notificados e registrados em 2024. O sub-registro cartorial foi de 52.059 óbitos apenas notificados pelo sistema de saúde. Entre as regiões, Norte e Nordeste apresentam índices mais elevados, com melhorias graduais ao longo do tempo.
Os maiores sub-registros de óbitos aparecem no Maranhão, Amapá, Piauí, Pará e Roraima. Os menores ocorrem no Rio de Janeiro, Distrito Federal, Paraná e São Paulo. A faixa neonatal e os idosos acima de 80 anos concentraram maior sub-registro de óbitos.
O estudo aponta que o sub-registro de óbitos é mais intenso em recém-nascidos e em pessoas com 80 anos ou mais. Fatores como óbitos neonatais precoces e dificuldades de registro em áreas remotas ajudam a explicar as disparidades regionais.
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