- O estúdio chinês Bentu Design, de Guangzhou, transforma lodo de viveiros de peixe em ceramsite, um material cerâmico de baixo impacto para construção.
- O processo utiliza geopolímeros ativados por álcalis, o que dispensa a queima em altas temperaturas e reduz consumo de energia e emissões.
- A iniciativa nasce no Delta do Rio das Pérolas, região onde havia um sistema circular de cultivo de amoreiras e peixes, hoje rompido pela aquicultura industrial.
- Ao virar matéria-prima para processos construtivos, o lodo passa a ganhar valor e viabilidade, promovendo arquitetura com menor impacto ambiental.
- O projeto busca reintroduzir resíduos na cadeia da construção como novas possibilidades, promovendo economia circular e reaproveitamento de materiais.
O estúdio chinês Bentu Design, com sede em Guangzhou, apresenta um projeto que transforma resíduos da aquicultura em material de construção. A proposta cria painéis cerâmicos a partir do lodo de viveiros de peixe, reduzindo o consumo de energia e as emissões de carbono.
A iniciativa busca viabilizar o uso do lodo como matéria-prima, integrando-o à construção civil. O processo utiliza geopolímeros ativados por álcalis, que dispensam a queima em altas temperaturas, tornando o material mais sustentável que a cerâmica tradicional.
O projeto atua no Delta do Rio das Pérolas, região marcada pela relação entre atividades aquícolas e agrícolas. O objetivo é retomar o equilíbrio industrializado, atualmente comprometido pela acumulação de sedimentos contaminados que exigem manejo adequado ou descarte.
Inovações e impactos
A proposta propõe escalonar a produção de ceramsite, material conhecido como argila expandida, a partir do reaproveitamento do lodo. A tecnologia reduz o consumo de energia e oferece uma alternativa de baixo impacto ambiental para a construção de superfícies arquitetônicas.
Os designers descrevem o lodo como recurso com potencial de reintrodução na cadeia produtiva. A solução pode abrir espaço para aplicações em pavimentos, fachadas e revestimentos, promovendo uma arquitetura mais alinhada à economia circular.
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