- Em 2024, a taxa de sub-registro de óbitos no Brasil caiu para 3,40%, a menor desde o início da série em 2015, em leitura do IBGE.
- Foram 1.547.473 óbitos no país em 2024, e 3,40% desse total ficaram subregistrados segundo o IBGE; pela base do Ministério da Saúde, houve 1% de subnotificação.
- A melhoria segue a tendência histórica, associada à integração e qualificação dos sistemas de informação sobre mortalidade.
- Há desigualdades regionais: Norte (11,36%) e Nordeste (7,84%) apresentam as maiores taxas de sub-registro, enquanto Sul (0,91%) e Sudeste (0,76%) registram os menores níveis.
- Os óbitos ocorridos em hospitais apresentaram as menores taxas de sub-registro (2,85%), seguidos de outros estabelecimentos de saúde sem internação (2,55%).
O sub-registro de óbitos no Brasil atingiu o menor patamar em quase dez anos em 2024, segundo o IBGE. A leitura faz parte da pesquisa Estimativas de Sub-Registro de Nascimentos e Óbitos (2024), divulgada pelo instituto.
A metodologia cruza dados de cartórios com os registros de mortalidade do Ministério da Saúde, no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM). O objetivo é identificar mortes não registradas oficialmente.
Em 2024, a taxa de sub-registro caiu de 3,55% para 3,40%, menor valor desde o início da série em 2015. A queda também ocorreu na subnotificação do Ministério da Saúde, de 1,09% para 1%.
- O IBGE estima que, entre 1.547.473 óbitos no país, 3,40% ficaram sub-registrados pela ótica do IBGE e 1% pela ótica do Ministério da Saúde.
Os especialistas destacam que os números refletem continuidade na tendência de melhoria, associada à integração de sistemas de informação sobre mortalidade. Esses dados subsidiam projeções populacionais e avaliação da qualidade dos sistemas de saúde.
Disparidades regionais
A taxa nacional oculta desigualdades: Norte e Nordeste apresentam, respectivamente, 11,36% e 7,84% de sub-registro; subnotificação de 1,23% e 1,91%.
Local de ocorrência dos óbitos
Óbitos ocorridos em hospitais registram 2,85% de sub-registro, enquanto outros estabelecimentos de saúde sem internação chegam a 2,55%. Óbitos em domicílio têm maiores taxas de sub-registro, refletindo fluxos institucionais de emissão de DO e encaminhamento ao SIM.
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