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Substância de dejetos suínos pode substituir fertilizantes, aponta Embrapa

Estruvita, obtida de dejetos suínos, pode substituir fertilizantes fosfatados importados, suprindo até cinquenta por cento da demanda por fósforo na soja

Plantação de soja em Santo Augusto (RS) que utiliza estruvita como fertilizante em experimento da Embrapa (Foto: Caio Inácio/Embrapa)
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  • Embrapa mostrou que a estruvita, obtida de dejetos suínos, pode substituir fertilizantes fosfatados importados.
  • Em lavouras de soja, a estruvita supriu até 50% da demanda por fósforo, mantendo produção de 3,5 t/ha (frente a 3,56 t/ha da média nacional em 2025).
  • A estruvita atua como fertilizante de liberação lenta e apresenta eficiência agronômica superior à dos fosfatados convencionais na recuperação do fósforo no solo.
  • Solos tropicais do Brasil fixam o fósforo com facilidade; a estruvita tem reação alcalina e melhor aproveitamento do nutriente, reduzindo perdas.
  • A pesquisa aponta potencial econômico para produtores suinícolas, com estimativa de até 340 mil toneladas/ano de estruvita no país, além de reduzir poluição de efluentes.

Experimentos conduzidos pela Embrapa mostram que a estruvita, substância obtida a partir de dejetos suínos, pode substituir fertilizantes fosfatados importados. A pesquisa avalia uso em lavouras de soja e trigo.

Na soja, a estruvita supriu até 50% da demanda por fósforo, mantendo produtividade de 3,5 t/ha. Em 2025, a média nacional da soja ficou em 3,56 t/ha, indicativo de performance próxima à média do setor.

Os testes indicam que a estruvita tem eficiência agronômica superior a fertilizantes convencionais na recuperação do fósforo aplicado ao solo, atuando como fonte de liberação lenta.

Desempenho agronômico

A reação alcalina da estruvita favorece o uso em solos tropicais, onde o fósforo solúvel é rapidamente fixado. Solos ácidos com óxidos de Fe e Al dificultam a disponibilidade do nutriente.

A substância contém cerca de 12% de fósforo, 5% de nitrogênio e 10% de magnésio, sendo gerada a partir de resíduos orgânicos. O Brasil busca reduzir a dependência de insumos importados.

Produção e formulação

Os resultados indicam aplicação isolada ou combinada com fertilizantes solúveis, em 50% a 100% da recomendação de fósforo, conforme cultura e solo. Pesquisadores desenvolveram um fertilizante organomineral com matéria orgânica.

Em difusão no solo, a nova formulação superou a estruvita granulada em até 50% nos primeiros 28 dias, mostrando maior eficiência inicial.

A destinação de dejetos animais também ganha impacto positivo ao reduzir a carga de nitrogênio e fósforo nos efluentes, diminuindo riscos de contaminação de água.

Impacto econômico e perspectivas

Economicamente, a estruvita pode virar fonte de renda para produtores de suínos, que poderiam comercializar o insumo a partir de resíduos. Projeções indicam cerca de 340 mil toneladas anuais em propriedades com mais de 5 mil suínos.

No cenário global, o interesse por upaestrutiva cresce, com China, EUA e Alemanha liderando pesquisas. O Brasil atua para ampliar aplicação em condições tropicais, com parcerias entre unidades da Embrapa e universidades.

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