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Ativista nada há mais de 200 dias no rio Amazonas para alertar sobre poluição

Ativista colombiano nada pelo Amazonas há mais de duzentos dias para alertar sobre a poluição por plásticos no rio mais caudaloso do mundo

Indivíduo com roupa de mergulho e máscara salta horizontalmente sobre a água rasa de uma praia, criando respingos. Ao fundo, prédios altos e vegetação margeiam a orla sob céu azul com poucas nuvens.
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  • Wilber Honorio Muñoz, ativista colombiano, nada há mais de 200 dias pelo rio Amazonas usando traje de mergulho para alertar sobre contaminação por plásticos.
  • Partiu da nascente, em Cusco, Peru, em outubro e entrou no Brasil por Tabatinga, próximo à tríplice fronteira com Peru e Colômbia.
  • Já percorreu mais de 5.000 quilômetros e chegou a Manaus na semana passada; pretende chegar a Belém dentro de dois meses.
  • A travessia, batizada de “Amazonas a pulmón”, é registrada por uma equipe de voluntários e já passou por mais de 400 comunidades, com palestras em escolas e praças.
  • Estudos da Fundação Oswaldo Cruz indicam que o Amazonas é o segundo rio mais contaminado por plásticos no mundo, contribuindo com cerca de 10% do plástico que chega aos oceanos.

O colombiano Wilber Honorio Muñoz nada há mais de 200 dias pelo rio Amazonas para alertar sobre a poluição por plásticos. O objetivo é chamar atenção para a contaminação que afeta o curso d’água mais caudaloso do mundo.

Muñoz, triatleta de 45 anos, é conhecido como o homem peixe. Partiu da nascente, em Cusco, no Peru, em outubro, e chegou a Manaus recentemente, passando por Tabatinga, na tríplice fronteira com Peru e Colômbia.

A travessia, batizada de Amazonas a pulmón, é custeada por doações e acompanhada por uma pequena equipe de voluntários. A cada dia, o mergulhador encara de 4 a 10 horas de nado, com pausas para alimentação e apoio das comunidades ribeirinhas.

Contexto da ação

Estudos da Fundação Oswaldo Cruz indicam que o Amazonas é o segundo rio mais contaminado por plásticos no mundo, contribuindo com cerca de 10% do que chega aos oceanos. Muñoz reforça a mensagem em escolas e praças, registrando tudo nas redes sociais para ampliar o alcance do protesto ambiental.

Além da poluição, o ativista observa o contato com a vida selvagem: jacarés não são frequentes na rota, mas aparecem répteis nas margens. Tempestades, redemoinhos e a presença de botos são descritos como parte da experiência durante a jornada. O destino final é Belém, no Pará, com previsão de chegada em aproximadamente dois meses.

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