- Estudo publicado em 22 de setembro de 2025 na revista Food & Function avaliou o chá verde preparado por infusão diária como possível proteção contra a doença hepática gordurosa não alcoólica.
- O chá verde atuaria em três frentes: reduzir a absorção de gordura no intestino, influenciar o metabolismo do fígado e modular a microbiota intestinal.
- No intestino, haveria menor absorção de lipídios e maior eliminação de triglicerídeos pelas fezes.
- No fígado, o EGCG (epigalocatequina galato) pode reduzir a formação de gordura, aumentar a atividade da enzima CPT1 e diminuir o acúmulo de triglicerídeos.
- Os resultados vêm de modelos experimentais; ainda são necessários mais estudos em humanos, e o consumo não substitui tratamento médico ou hábitos saudáveis.
Uma pesquisa publicada em 22 de setembro de 2025 na revista Food & Function avaliou o chá verde preparado por infusão diária como possível proteção contra a doença hepática gordurosa não alcoólica (esteatose hepática). O estudo analisou mecanismos do chá verde no metabolismo.
Os pesquisadores observaram que compostos bioativos presentes no chá verde atuam em três frentes: no intestino, no fígado e na microbiota. Os resultados apontam efeitos em etapas do metabolismo ligadas à gordura corporal.
Mecanismos no intestino e fígado
Os dados sugerem que o chá verde pode reduzir a absorção de lipídios no intestino, levando a menor entrada de gordura na circulação. Também houve maior eliminação de triglicerídeos nas fezes.
No fígado, compostos como o EGCG mostraram impacto no metabolismo lipídico, com menor formação de gordura hepática, maior atividade da enzima CPT1 e menor acúmulo de triglicerídeos.
Influência da microbiota
Além disso, houve modulação da microbiota intestinal, com alterações no equilíbrio de bactérias associadas ao metabolismo energético. Esse campo pode contribuir indiretamente para o controle da gordura no fígado.
Dados observados nos testes
Experimentos indicaram menor nível de enzimas inflamatórias no fígado, redução do acúmulo de gordura hepática e melhoria no metabolismo de lipídios. As alterações na microbiota também foram positivas.
Implicações e limites
Os pesquisadores sugerem que o chá verde pode atuar como apoio complementar na prevenção da esteatose hepática, quando associado a hábitos saudáveis. Ainda, os dados são majoritariamente de modelos experimentais e são necessários mais estudos em humanos.
O consumo da bebida não substitui tratamento médico nem mudanças de estilo de vida. O fígado responde a múltiplos fatores, como alimentação, metabolismo e equilíbrio intestinal, nos quais o chá verde pode contribuir como parte de uma estratégia de saúde.
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