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Brasileiros desenvolvem vacina inovadora contra a Chikungunya

Vacina contra chikungunya usa partículas imaturas para impedir replicação, promovendo proteção robusta e possível neutralização de Mayaro

O estudo, feito pela USP e Universidade de Bonn, surge após restrições globais ao uso de imunizantes de vírus vivo em idosos. - (crédito: Instituto Butantan/Divulgação)
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  • Pesquisadores da USP e da Universidade de Bonn desenvolveram uma plataforma vacinal contra chikungunya que usa partículas imaturas para imunizar sem replicação do vírus.
  • A abordagem modifica o genoma do CHIKV: substitui o local de clivagem da furina por um site reconhecido pela protease TEV, presente apenas no vírus, não em humanos.
  • Em modelos animais, uma dose única de partículas tratadas com TEV proporcionou proteção total contra desafio letal do vírus selvagem em camundongos.
  • A vacinação gerou anticorpos neutralizantes cerca de 9,14 vezes maiores que as partículas não tratadas, eliminou a viremia e reduziu o inchaço nas patas.
  • Há proteção cruzada parcial contra o vírus Mayaro; a equipe aponta potencial para adaptar a técnica a outros vírus que dependem da furina, como Dengue, Zika e SARS-CoV-2, com segurança para grupos vulneráveis.

Pesquisadores brasileiros e alemães apresentaram uma plataforma inovadora de vacina contra o vírus da Chikungunya (CHIKV). A proposta usa partículas “imaturas” para imunizar com maior segurança, evitando replicação descontrolada no organismo. O estudo aponta potencial para várias faixas etárias.

A pesquisa foi conduzida pela USP, em parceria com a Universidade de Bonn, na Alemanha. O trabalho reforça a busca por uma vacina que minimize riscos, especialmente após recomendações de pausa no uso de vacinas existentes por relatos de eventos adversos graves.

A plataforma visa bloquear a maturação do CHIKV, impedindo o processo de clivagem pela furina humana. Ao modificar o genoma, os cientistas dependem da protease viral TEV para maturação, o que reduz a infectividade em organismos não laboratoriais.

Detalhes da abordagem

  • Partículas tratadas com TEV passam por apenas um ciclo de replicação, suficiente para estimular o sistema imune sem gerar novos vírus.
  • A estratégia envolve substituir o local de clivagem da furina por um local reconhecido pela TEV, inexistente em humanos ou insetos.
  • Experimentos mostraram que, em camundongos, a dose única protege contra desafio letal do vírus selvagem.

Resultados em modelos animais

  • Proteção total observada em camundongos altamente suscetíveis a CHIKV.
  • Nível de anticorpos neutralizantes ~9,14 vezes maior em animais vacinados com partículas TEV.
  • Vacina reduziu viremia e diminuiu edema nas patas, sintomas da artrite associada.

Perspectivas e contexto epidemiológico

  • Brasil registrou cerca de 265 mil casos de Chikungunya em 2024 com 243 mortes confirmadas.
  • Autores sugerem adaptabilidade da plataforma para outros vírus que dependem da furina, como Dengue e Zika.
  • Pesquisadores destacam segurança da abordagem para grupos vulneráveis, como idosos e gestantes.

Considerações técnicas e futuras etapas

  • A modulação genética visa impedir maturação viral na prática clínica, aumentando a segurança.
  • Pesquisas indicam potencial de proteção cruzada parcial contra o vírus Mayaro.
  • Estudo publicado em veículo científico internacional amplia a discussão sobre vacinas baseadas em maturação controlada.

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