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Espécie de pássaro desaparecida por 94 anos é fotografada pela primeira vez

Cotovia ferruginosa é fotografada pela primeira vez em noventa e quatro anos, com expedição no Chade reacendendo o debate sobre extinção da espécie

Pesquisadores que estavam em expedição para estudar aves aquáticas no Chade se depararam um indivíduo de uma espécie há quase um século desaparecida
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  • Uma cotovia ferruginosa, Calendulauda rufa, que não tinha registro desde 1931, foi fotografada pela primeira vez.
  • A expedição ocorreu no Lago Fitri, no Chade, com pesquisadores franceses que estavam estudando pardal-de-kordofan quando avistaram o pássaro.
  • Os registros fotográficos foram enviados a um especialista da BirdLife International, que confirmou tratar-se da espécie há quase um século ausente.
  • O avistamento ocorreu em savanas do Níger, do Chade e do Sudão, mostrando que longos períodos sem observação não equivalem necessariamente a extinção.
  • Pesquisadores ressaltam que o caso é único, mas fatores como locais de reprodução de difícil acesso podem influenciar avaliações sobre o status da espécie.

Foi fotografada pela primeira vez uma cotovia ferruginosa, espécie tida como extinta há 94 anos. A confirmação veio após uma expedição na África central, que registrou o animal no Chade.

A descoberta ocorreu em fevereiro, durante trabalho de pesquisadores franceses da organização RESSOURCE+ para estudar patos no Lago Fitri. A equipe, liderada por Idriss Dapsia, avistou a ave ao investigar pardal-de-kordofan.

Durante a missão, registros fotográficos foram realizados no habitat natural da espécie Calendulauda rufa. Registros de habitat foram enviados a especialistas da BirdLife International para confirmação.

Regulamento técnico e confirmação

Após eliminar outras cotovias por meio de comparação de características, a ave foi reconhecida como a espécie há quase um século desaparecida. As imagens ajudam a subsidiar estudos sobre a biologia e conservação da espécie.

Ainda que o avistamento seja único, autoridades e cientistas destacam que não se pode concluir que a espécie esteja plenamente recuperada. Fatores como locais de reprodução de difícil acesso podem influenciar registros futuros.

Perspectiva de pesquisa

Segundo os pesquisadores, o episódio demonstra que extinções podem não ser definitivas, especialmente quando observações são limitadas. Estudos futuros devem analisar distribuição, comportamento e estratégias de conservação na região do Níger, Chade e Sudão.

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