- Mudanças sustentadas na alimentação e na prática de atividade física estão associadas à prevenção de doenças crônicas e à longevidade em pessoas com sobrepeso e obesidade.
- Estudo com mais de vinte e três mil participantes mostrou que quem emagreceu reduziu, em média, seis inteiros e cinco décimos por cento do peso corporal e teve menor risco de diabetes tipo dois, infarto e acidente vascular cerebral, mantendo maior atividade física por até trinta e cinco anos.
- A médica Dra. Carolina Braga defende o Cuidado 360, uma abordagem integral que enxerga o paciente como um todo, não apenas o peso.
- O método trabalha cinco pilares: avaliação clínica aprofundada, transformação na alimentação, movimento com foco em treino de força, sono e gestão do estresse, e suporte farmacológico quando indicado.
- Para a especialista, o emagrecimento é uma consequência de uma vida mais saudável e não o objetivo final, com tratamento personalizado conforme cada caso metabólico.
A medicina do estilo de vida está redefinindo o tratamento do peso. Pesquisas apontam que perdas modestas de peso na meia-idade, associadas a mudanças duradouras no comportamento, reduzem o risco de doenças crônicas e contribuem para a longevidade. O estudo repercutido pelo Correio Braziliense envolve mais de 23 mil participantes.
Quem emagreceu nesse acompanhamento apresentou redução média de 6,5% do peso corporal e menor incidência de diabetes tipo 2, infarto e AVC, em comparação com quem permaneceu acima do peso. Além disso, houve maior prática regular de atividade física ao longo de até 35 anos de observação.
A médica Carolina Braga atua na medicina do estilo de vida e defende o Cuidado 360, um modelo integral que considera o paciente como um todo, não apenas o peso. Segundo ela, obesidade e sobrepeso envolvem fatores genéticos, hormonais, sono, estresse e histórico de vida.
Pilares do gerenciamento 360
A prática começa com um mapeamento amplo de sono, energia, funcionamento intestinal, humor, estresse e relação com a comida, seguido da avaliação da composição corporal. A perda de peso, nesse conceito, não é o objetivo final, mas uma consequência de mudanças de estilo de vida.
As orientações incluem avaliação clínica detalhada, reformulação alimentar, exercícios de força, melhoria do sono e manejo do estresse. Quando indicado, há apoio farmacológico para potencializar os resultados dentro de um acompanhamento contínuo. O caminho é individualizado.
Braga destaca que o cuidado 360 busca evitar o efeito sanfona, preservando massa muscular e evitando déficits metabólicos. O acompanhamento ocorre de forma próxima, com monitoramento regular para adaptar as estratégias ao paciente.
Efeitos do acompanhamento integral
O método pode reduzir inflamação crônica, melhorar a sensibilidade à insulina e equilibrar hormônios. A profissional ressalta que massa muscular preservada e controle glicêmico são preditores de maior expectativa de vida com qualidade.
Cada pessoa responde de modo distinto ao tratamento, reforça a médica. A personalização das estratégias aumenta as chances de resultados duradouros, evitando abordagens únicas para perfis metabólicos diferentes.
Para quem busca orientação, Braga sugere consultar um profissional que avalie o paciente de forma ampla, levando em conta sono, alimentação, movimento, estresse e fatores hormonais. A transformação envolve tempo, consistência e um plano individualizado.
Caso haja interesse, a especialista orienta buscar informações com foco em medicina do estilo de vida e adotar hábitos saudáveis como base de longo prazo, sem promessas rápidas.
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