Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Microplásticos migram de embalagens para alimentos e bebidas

Relatório indica migração anual de mil toneladas de microplásticos das embalagens para alimentos e bebidas, com ingestão média de 130 mg por pessoa

Como Microplásticos estão migrando das embalagens para alimentos e bebidas
0:00
Carregando...
0:00
  • Quase mil toneladas de microplásticos migram anualmente das embalagens para os alimentos e bebidas que elas contêm, segundo estudo da Earth Action com a rePurpose Global; ingestão média por pessoa fica em cerca de 130 miligramas por ano.
  • Garrafas de PET representam aproximadamente um terço da exposição total relacionada às embalagens.
  • Exposição pode aumentar quando há emissão de partículas por exposição à luz solar/UV, até duas ordens de magnitude, e por estresse térmico durante envase a quente ou aquecimento em micro-ondas.
  • Regulamentações atuais não consideram adequadamente a liberação de partículas nem um perfil de exposição combinado.
  • O relatório recomenda reduzir a exposição à UV durante transporte e varejo, reformular componentes de alto estresse (como tampas) e ampliar pesquisas sobre a origem da contaminação na cadeia de suprimentos.

Quase 1.000 toneladas de microplásticos são migradas anualmente das embalagens para os alimentos e bebidas que contêm, aponta análise publicada pela Earth Action em parceria com a rePurpose Global. A estimativa aponta ainda ingestão média de cerca de 130 mg por pessoa por ano.

O relatório indica que a exposição é mais concentrada e passível de prevenção do que se pensava. Um grupo restrito de formatos de embalagem e condições de estresse explica grande parte das emissões, abrindo oportunidades para soluções direcionadas.

Entre os destaques, as garrafas de PET representam aproximadamente um terço da exposição relacionada a embalagens. A pesquisa ressalta que luz solar e radiação ultravioleta podem aumentar a liberação de partículas em até 100 vezes.

O estudo também aponta que o calor de envase a quente ou de aquecimento em micro-ondas pode fragilizar o material e elevar o desprendimento de partículas. Regulamentações atuais pouco consideram a liberação de partículas ou o perfil de exposição.

Os pesquisadores defendem reduzir a exposição à radiação ultravioleta durante transporte e varejo, além de reformular componentes submetidos a alto estresse, como tampas. O foco é diminuir o risco de migração ao longo da cadeia de suprimentos.

O co-CEO e diretor de pesquisa da Earth Action, Julien Boucher, afirma que todos os tipos de embalagens analisados podem liberar partículas por estresse mecânico ou por reações a condições físicas, como luz.Mais pesquisas são necessárias para entender a contribuição de processamento de alimentos e práticas agrícolas na contaminação plástica.

Boucher ressalta que, hoje, praticamente todos os alimentos entram em contato com plástico em algum momento da cadeia de produção. A professora Winnie Courtene-Jones, da Bangor University, cita mais de 16.000 substâncias químicas usadas na fabricação de plásticos, com mais de 4.000 com propriedades perigosas reconhecidas.

Courtene-Jones aponta que alimentos gordurosos e ácidos, aquecidos, podem favorecer a migração de químicos das embalagens para os alimentos. Ela recomenda evitar substâncias perigosas e desenvolver embalagens mais seguras e sustentáveis.

Balasubramanian, diretora de circularidade da rePurpose Global, afirma que decisões na etapa inicial da cadeia podem impedir que bilhões de partículas alcancem os alimentos. Ela aponta que poucos formatos de embalagem respondem pela maior parte da exposição, o que impõe responsabilidade à indústria.

Albert Douer, CEO da UBQ Materials, sugere que a redução da exposição passa pela eliminação de resíduos plásticos. Em e-mail, ele lembra que o mundo produz mais de 450 milhões de toneladas de plástico por ano, com apenas 9% reciclado, o que não é sustentável para ambiente nem saúde humana.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais