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Por que a temporada de furacões de 2026 pode não ser tão ruim

Previsão de temporada atlântica abaixo da média, mas um único furacão atingindo terra pode causar desastre; El Niño reduz formação, mas não elimina riscos

Photograph: Gallo Images/Orbital Horizon/Getty Images
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  • A Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera (NOAA) prevê entre oito e 14 sistemas tropicais nomeados na temporada de furacões de 2026, sendo de três a seis furacões e um a três de categoria três ou mais.
  • O principal impulso vem do fenômeno El Niño, que deve surgir neste verão e tende a dificultar a formação e o fortalecimento de furacões no Atlântico.
  • Mesmo com expectativa de temporada abaixo da média, basta um único impacto em terra para causar catástrofe, como já ocorreu em anos mais calmos.
  • O Atlântico permanece mais quente que a média, o que pode favorecer a formação de tempestades mesmo com El Niño.
  • A NOAA tem aumentado o uso de modelos de inteligência artificial e drones, além de observar que as previsões são guias para preparação, não garantias sobre eventos específicos.

A Administração Nacional de Oceanos e da Atmosfera (NOAA) projeta entre oito e 14 sistemas tropicais nomeados para a temporada de furacões de 2026, dos quais três a seis podem virar furacões e um a três podem alcançar a categoria 3 ou mais. O prognóstico aponta El Niño como principal fator que deve manter a atividade abaixo da média no Atlântico.

Segundo a NOAA, o El Niño, previsto para emergir neste verão, aquece águas do Pacífico e altera padrões climáticos globais. No Atlântico, ele aumenta ventos que dificultam a formação de furacões, enquanto o Pacífico tende a ter uma temporada mais intensa. Ainda assim, a temporada pode surpreender.

A agência observa que, apesar do impacto do El Niño, outros fatores locais influenciam o ritmo dos eventos. Temperaturas superficiais do Atlântico, mais altas que a média, podem favorecer o desenvolvimento de tempestades. A poeira do Saara também pode inibir a formação de ciclones, de forma imprevisível.

A comparação com temporadas anteriores mostra que, nos três últimos super El Niños, a energia acumulada dos ciclones ficou abaixo do normal. Mesmo assim, basta uma tempestade potente para causar danos significativos, e eventos de grande intensidade já ocorreram em anos de atividade baixa.

Ferramentas e inovação

A NOAA reforça o uso de novas observações, como drones aéreos, que passam a ser operacionais pela primeira vez. Modelos de previsão baseados em inteligência artificial foram utilizados em 2025 e passaram a integrar o conjunto de modelos da agência.

A IA, combinada a modelos tradicionais, tem melhorado a previsão de trajetórias de ciclones tropicais, embora ainda haja atraso na previsão da intensidade. Essas ferramentas visam aprimorar a antecipação de impactos para governos e população.

Contexto institucional e impactos

A administração anterior reduziu parte da equipe e de dados, como balões meteorológicos, o que pode afetar previsões. A NOAA destaca que o uso de novas observações e tecnologias pode compensar parte dessas perdas. A forma como cada tempestade individual se comporta segue sendo o fator determinante.

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