- SpaceX realiza hoje a 12ª missão de teste da Starship, a maior nave do mundo, com o lançamento programado para quinta-feira, às 18h30, no horário federal.
- O voo utiliza a Versão 3, com melhorias para robustness, e ambos os componentes — Super Heavy e a nave Starship — com nova geração de motores Raptor, aumentando a potência de decolagem.
- A SpaceX busca tornar o veículo reutilizável, mirando uso futuro do conjunto para Starlink, NASA e forças armadas, além de reduzir custos por lançamento.
- Historicamente, a Starship passou por voos de teste com explosões e incidentes em terra e mar, somando uma série de avaliações regulatórias e emergências locais em Brownsville, Texas.
- O objetivo final é apoiar a volta de humanos à Lua para a NASA, competindo com a Blue Origin e com planos da China, enquanto a empresa encara pressão de cronograma e incertezas sobre o sucesso do veículo.
A SpaceX se prepara para lançar hoje, após sete meses de pausa, a 12ª versão de teste da Starship, a maior nave já construída. O lançamento colocará à prova melhorias do megafoguete em um esforço para levar astronautas da NASA à Lua. O evento é visto em meio a escrutínio do mercado e grande expectativa sobre o cronograma.
Especialistas questionam se o veículo estará pronto a tempo de influenciar a corrida espacial entre EUA e China, em meio a pressões de agenda governamental. A Blue Origin, de Jeff Bezos, também desenvolve uma espaçonave para pouso lunar concorrente. A disputa ganha destaque no debate público.
O lançamento está marcado para hoje, quinta-feira, às 18h30, horário de Brasília, com o foco em aprimoramentos de robustez do sistema. A SpaceX busca consolidar o que considera um caminho de desenvolvimento rápido, com protótipos que almejam reutilização total do foguete.
A Starship já passou por voos suborbitais, com recuperação do primeiro estágio do Super Heavy ocorrendo pela primeira vez em outubro de 2024. Em voos de 2025, dois testes exploraram falhas em áreas populadas, gerando investigações regulatórias.
Mais tarde, em maio de 2025, houve melhoria no desempenho do sistema de lançamento, mas houve perda de controle na descida para o Oceano Índico, com o Super Heavy também registrando falha no amerissagem. Um teste em solo em junho resultou em explosão da Starship, provocando resposta de emergência.
Em novembro de 2025, outro teste em solo envolvendo abastecimento da Starship V3 resultou na destruição do veículo, com danos ao local de testes, mas sem feridos. Autoridades locais não comentaram sobre impactos no preparo de resposta a emergências desde o episódio.
As “anomalias” nos testes passaram a marcar a fase verificada pela SpaceX, que sustenta a prática de desenvolvimento iterativo rápido. A empresa afirma que essa abordagem acelera aprendizados e ajustes, com foco na redução de custos.
O que esperar do voo 12 envolve o protótipo da Versão 3, com melhorias para maior robustez. O veículo de lançamento está mais alto, e tanto o Super Heavy quanto a Starship recebem uma nova geração de motores Raptor, com maior potência.
Cada um dos 33 motores do Super Heavy deve entregar mais de 22.680 kg de empuxo extra na decolagem, segundo a SpaceX. Os motores prometem também menor peso, aumentando eficiência e desempenho do conjunto.
A SpaceX planeja reutilizar todo o conjunto no futuro, incluindo o Super Heavy e a Starship, prática ainda rara na exploração espacial. A reutilização de estágios já é rotina no Falcon 9, veículo menor da empresa.
Relembre o 11º voo de teste, realizado em 2025, antes de seguir para a cobertura do voo atual. A Starship é peça central da estratégia da SpaceX para ampliar atividades da Starlink, a conectividade por satélite, e serviços para NASA e defesa norte-americana.
Girando em direção à Lua, a SpaceX projeta que a Starship possa transportar grandes cargas à órbita. A NASA planeja usar a nave para trazer humanos de volta à superfície lunar, com metas envolvendo o polo sul da Lua.
A corrida envolve também a Blue Origin, que pretende apresentar seu módulo de pouso lunar ainda neste ano. A NASA avança com Artemis II, mas ainda depende de um sistema de pouso para completar missões com humanos na Lua.
Analistas destacam o peso da Starship, com potencial de revolucionar custos de lançamento. A SpaceX indica que o custo por lançamento pode cair consideravelmente, embora ainda dependa de como a nave se comporta em água e no espaço.
Órgãos reguladores da NASA observam a complexidade e os riscos técnicos associados à Starship para pouso lunar. Relatórios públicos ressaltam lacunas em análises de postura de teste e sobrevivência da tripulação.
Apesar das dúvidas técnicas, especialistas ouvidos pelo mercado sugerem que a Starship pode liderar caso os testes avancem sem novos contratempos. Não há projeções definitivas sobre qual veículo vencerá a corrida lunar.
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