- Pesquisa entre a USP (Universidade de São Paulo) e a Universidade de Bonn, na Alemanha, apresenta um protótipo de vacina contra chikungunya com bons resultados em testes pré-clínicos.
- A técnica permite potencial uso em diversos grupos populacionais e pode também valer para outras doenças virais, conforme os autores.
- O imunizante trabalha alterando o processo de maturação do vírus, substituindo o sítio da protease humana furina por uma protease do vírus do mosaico do tabaco (TEV), que não infecta animais.
- Em camundongos, houve 100% de sobrevivência entre os vacinados que foram expostos ao CHIKV, com queda da viremia e dos inchaços, e incremento de anticorpos em cerca de nove vezes.
- A abordagem, se aprovada, pode abrir caminho para uma vacina contra o Zika vírus e, no futuro, beneficiar grupos fragilizados e gestantes.
A pesquisa conjunta entre a USP e a Universidade de Bonn, na Alemanha, apresenta uma nova vacina experimental contra chikungunya. O protótipo usa uma técnica inédita e tem mostrado resultados promissores em testes iniciais.
O estudo envolve engenharia genética para alterar o vírus CHIKV, impedindo a maturação pela enzima furina humana. Em vez disso, foi utilizado um sítio de corte de uma protease do vírus do mosaico do tabaco TEV, que não infeta animais.
A expressão da equipe inclui Danillo Esposito, da FCFRP da USP, como autor principal. A pesquisa foi publicada na revista NPJ Vaccines, destacando o potencial da abordagem para segurança em diferentes faixas etárias.
Resultados em modelos animais
Em camundongos vacinados e depois expostos ao CHIKV, houve 100% de sobrevivência. A viremia, bem como o inchaço, reduziram-se significativamente, e os anticorpos aumentaram cerca de nove vezes.
A técnica, se aprovada, pode abrir caminho para uma vacina contra o Zika vírus. O estudo aponta a possibilidade de aplicações futuras em grupos fragilizados e, eventualmente, em gestantes, conforme evoluírem os testes.
Impacto e próximos passos
Cientistas destacam que a abordagem permite uma plataforma que pode ser adaptada para outras doenças virais. Ainda são necessários ensaios clínicos em humanos para confirmar segurança e eficácia.
A pesquisa reforça a colaboração entre instituições brasileiras e europeias. Aguardam-se etapas regulatórias e novos estudos para verificar a viabilidade comercial e a aprovação ética.
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