- Estudo analisou oitenta e duas espécies de terópodes carnívoros e mostrou relação entre braços encurtados e mandíbulas mais robustas com mordidas muito fortes.
- A redução dos braços ocorreu de forma independente em várias linhagens ao longo da evolução, sugerindo vantagem na caça e sobrevivência.
- O Tiranossauro rex aparece entre os predadores com crânio extremamente resistente, acompanhando braços menores.
- A pesquisa aponta que a cabeça poderosa passou a desempenhar papel central no ataque às presas, em detrimento do uso dos braços.
- Diferentes grupos reduziram os braços de modos distintos, indicando caminhos evolutivos variados para transformar a cabeça no principal instrumento de caça.
Os pesquisadores indicam que a redução dos braços ocorreu de forma repetida ao longo da evolução dos dinossauros carnívoros, associada ao fortalecimento das mandíbulas e a mordidas mais potentes. O estudo, publicado na Proceedings of the Royal Society B, analisou 82 espécies de terópodes.
A investigação revela que cabeças mais robustas acompanharam membros dianteiros menores, sugerindo que a mordida passou a desempenhar papel central na captura de presas. Além disso, o trabalho aponta que herbívoros gigantes podem ter influenciado essa transformação evolutiva, com a redução dos braços ocorrendo independentemente em várias linhagens.
A força da mordida como diferencial
Os autores criaram um sistema para avaliar a robustez craniana, levando em conta formato, conexão entre ossos e capacidade de mordida. O T. rex ficou entre os dinossauros com um dos crânios mais resistentes já registrados entre terópodes, repetindo esse padrão em outros predadores grandes.
Diversidade de caminhos evolutivos
O estudo mostra que diferentes grupos reduziram os braços de maneiras distintas: em algumas espécies, as mãos quase sumiram; em outras, todo o membro anterior diminuiu de forma proporcional. A conclusão é que a cabeça tornou-se o principal instrumento de caça, mesmo entre espécies menores.
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