- Capes abriu o edital do programa Aurora para conceder até 300 bolsas de pós-doutorado para mães pesquisadoras, com vigência de dois anos.
- Cada bolsa tem valor de R$ 5.200 mensais, totalizando um investimento de R$ 37,4 milhões; as inscrições vão até 5 de junho pelo portal Capes/MEC.
- Podem participar professoras vinculadas a programas de pós-graduação stricto sensu reconhecidos pela Capes, com regras de elegibilidade ligadas à maternidade e adoção nos dois anos anteriores.
- Pelo menos 30% das bolsas devem atender a proponentes pretas, pardas, indígenas ou quilombolas; ao menos 10% para proponentes com deficiência ou transtorno do neurodesenvolvimento.
- O objetivo é garantir continuidade de projetos e reduzir o “efeito tesoura” de gênero na carreira acadêmica, segundo a presidente da Capes, Denise Pires de Carvalho.
A Capes abriu as inscrições para o edital do programa Aurora, que oferecerá até 300 bolsas de pós-doutorado para mães pesquisadoras no Brasil. As bolsas têm valor mensal de R$ 5.200 e vigência de dois anos, com objetivo de manter a continuidade de projetos acadêmicos e promover a equidade de gênero na carreira científica.
Podem concorrer professoras vinculadas a programas de pós-graduação stricto sensu reconhecidos pela Capes. Há regras específicas de elegibilidade: gestantes a partir do segundo trimestre, mães com até dois anos após nascimento, ou mulheres que formalizaram adoção ou guarda para adoção nos dois anos anteriores à inscrição. Não há limite de idade para filhos de mães de pessoas com deficiência.
O total de investimentos previsto é de R$ 37,4 milhões. As inscrições vão até 5 de junho e devem ser feitas pelo portal da Capes/MEC. A iniciativa reserva, no mínimo, 30% das bolsas para proponentes autodeclaradas pretas, pardas, indígenas e quilombolas, e pelo menos 10% para propostas de pessoas com deficiência ou transtorno do neurodesenvolvimento.
Denise Pires de Carvalho, presidente da Capes, destaca que a medida busca reduzir o efeito tesoura na carreira acadêmica, que tende a reduzir a presença de mulheres nos níveis mais altos. A ideia é favorecer a continuidade das pesquisadoras durante a maternidade, de modo a evitar deslocamentos da carreira.
A Capes enfatiza que a ação visa assegurar que as pesquisadoras possam manter seus projetos e atividades institucionais, contribuindo para a permanência feminina na ciência no país. A seleção será realizada com base em critérios institucionais e de diversidade, conforme o edital publicado pelo órgão.
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