- Dra. Angela Maria Spinola apresentou estudo clínico com duas meninas de oito anos, mostrando relações distintas entre puberdade e comportamento.
- No primeiro caso, puberdade precoce confirmada, mas comportamento infantilizado, com dependência materna extrema e uso de mamadeira aos nove anos.
- No segundo caso, não havia sinais hormonais de puberdade, porém o comportamento era típico da adolescência, com gírias, confrontos e imitação da irmã mais velha.
- A pesquisadora afirma que hormônios abrem janelas neurobiológicas, mas o ambiente constrói a identidade, explicando por que o ambiente pode moldar o comportamento mesmo sem hormônios.
- Quatro pontos-chave: dissociação entre puberdade hormonal e comportamento; ambiente influencia o comportamento adolescente; existe tendência de atribuir tudo aos hormônios; orientação familiar é essencial; tratar hormônios é necessário, mas ajustar o comportamento ao ambiente é indispensável.
A endocrinologista Angela Maria Spinola e Castro, documenta em um congresso pediátrico, que o comportamento adolescente pode não ter como única explicação os hormônios da puberdade. O estudo apresentado sugere que o ambiente familiar e social também molda esse comportamento.
Durante a apresentação Puberdade e Comportamento, Spinola mostrou dois casos de meninas com idades próximas, 8 anos. Um mostrou puberdade precoce com traços infantilizados e dependência materna extrema. O outro não apresentava sinais hormonais, mas mostrava comportamento típico de adolescente.
A pesquisadora afirmou que os hormônios abrem janelas neurobiológicas, mas é o ambiente que constrói a identidade. Os achados questionam a ideia de que tratamentos para puberdade precoce ajustam toda a rebeldia observada nas redes sociais ou nos exemplos de irmãos.
Quatro observações destacadas pelo estudo:
1) médicos e pais devem dissociar puberdade hormonal do comportamento;
2) o ambiente influencia o comportamento juvenil mesmo sem hormônios;
3) há uma superestimação de que tudo é culpa de hormônios;
4) a orientação familiar é essencial em cada caso.
Tratar os hormônios é necessário, mas sincronizar o comportamento com o ambiente aparece como elemento indispensável, segundo Spinola. O estudo apoia uma abordagem integrada entre clínica hormonal e orientação familiar para casos de desenvolvimento puberal e seus impactos comportamentais.
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