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Diabetes também afeta a saúde mental, aponta pesquisa

Levantamento aponta que diabetes no Brasil compromete saúde mental e rotina: 70% sofrem impacto emocional; 56% desejam previsibilidade glicêmica para reduzir surpresas

Revista Malu
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  • Brasil tem 16,6 milhões de adultos com diabetes e ocupa a sexta posição mundial no Atlas Global do Diabetes 2025, da Federação Internacional de Diabetes.
  • setenta por cento dos brasileiros com diabetes relatam impacto significativo no bem-estar emocional; entre quem tem diabetes tipo 1, esse índice chega a 77%, e 78% demonstram ansiedade ou preocupação com o futuro.
  • a rotina é afetada: cinquenta e seis por cento dizem que a doença limita saídas de casa, quarenta e seis por cento enfrentam dificuldades em situações comuns e cinquenta e cinco por cento não acordam plenamente descansados.
  • apenas 35% se sentem muito confiantes no gerenciamento da condição; 44% apontam que tecnologias mais inteligentes devem ser prioridade e 46% dos usuários de medidores tradicionais dizem que alertas preditivos incentivariam a adoção de sensores de monitoramento contínuo de glicose.
  • entre pacientes tipo 1, 95% consideram fundamentais ferramentas capazes de prever hipoglicemias ou hiperglicemias, destacando a importância de soluções mais previsíveis.

O diabetes afeta também o psicológico. Um levantamento inédito do Global Wellness Institute (GWI) em parceria com Roche Diagnóstica mostra que a imprevisibilidade da glicemia compromete saúde mental, sono e rotina dos pacientes no Brasil.

O estudo aponta 16,6 milhões de brasileiros com diabetes, posiçãoando o país em sexto lugar no mundo, conforme o Atlas Global do Diabetes 2025 da International Diabetes Federation (IDF). O dado reforça a necessidade de diagnóstico precoce e acompanhamento médico contínuo.

Em termos emocionais, o diagnóstico ganha contornos claros: 70% dizem que a condição afeta significativamente o bem-estar emocional; entre os type 1, o índice chega a 77%. Além disso, 78% relatam ansiedade sobre o futuro, e 40% dizem sentir solidão ou isolamento devido à doença.

A rotina diária também é impactada. Sessenta e seis por cento relatam limitações para passar o dia fora de casa, e 46% enfrentam dificuldades em situações comuns como trânsito ou reuniões longas. Mais da metade não acorda plenamente descansado, reflexo das variações noturnas da glicose.

A pesquisa aponta ainda um distanciamento entre pacientes e previsibilidade do tratamento. Apenas 35% se sentem muito confiantes no manejo da condição, sugerindo lacunas no controle. Quase metade apela por tecnologias mais inteligentes que prevejam mudanças na glicemia.

Mesmo entre usuários de glicosímetros tradicionais, 46% valorizam alertas preditivos como principal motivo para adotar o monitoramento contínuo de glicose (CGM). A previsibilidade surge como elemento-chave no cuidado com o diabetes.

Em relação a soluções com IA, 53% consideram a capacidade de prever níveis futuros como a funcionalidade desejada, chegando a 68% entre quem tem diabetes tipo 1. A previsibilidade é vista como divisor de águas no manejo da doença.

Em especial, pacientes com diabetes tipo 1 destacam a importância de prever eventos como hipoglicemia ou hiperglicemia: 95% veem essas ferramentas como fundamentais para a qualidade de vida. Esse grupo reforça a necessidade de inovações no monitoramento.

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