- Estudo da Universidade de Miami analisou 4 milhões de casos nos EUA entre 2015 e 2022, apontando que pessoas casadas ou que já foram casadas têm risco menor de alguns cânceres.
- A incidência foi 85% maior em mulheres solteiras e 70% maior em homens solteiros, com ajustes por idade, sexo e raça.
- Não é proteção mágica: a união civil costuma trazer rede de apoio que incentiva exames, acompanhamento médico e hábitos saudáveis, além de a gravidez reduzir o risco de alguns cânceres femininos.
- As maiores diferenças aparecem em cânceres ligados a infecções pelo HPV, como anal em homens solteiros (cinco vezes mais) e cervical em mulheres solteiras (três vezes mais).
- No Brasil, o colo do útero é o terceiro câncer mais frequente entre as mulheres, com mais de sete mil mortes em 2025; o endométrio deve registrar quase dez mil novos casos em 2026.
Um estudo da Universidade de Miami, que analisou 4 milhões de casos nos EUA entre 2015 e 2022, aponta que pessoas casadas ou que já foram casadas têm risco significativamente menor de desenvolver certos cânceres. A pesquisa observa padrões de saúde e apoio social que acompanham o estado civil.
Os pesquisadores destacam que a incidência de câncer foi 85% maior em mulheres solteiras e 70% maior em homens solteiros. O estudo incluiu adultos com 30 anos ou mais e ajustou dados por idade, sexo e raça para maior precisão.
Contexto internacional
Os pontos apontados indicam que o casamento não funciona como proteção direta contra o câncer. A explicação central é a maior rede de apoio, que estimula exames regulares, acompanhamento médico e hábitos de vida mais saudáveis, além de fatores como a gravidez, que pode reduzir o risco de alguns tumores femininos.
Quais tipos de câncer se destacam
As maiores diferenças ocorreram em cânceres associados a infecções, como anal e cervical (colo do útero), ambos vinculados ao HPV. Homens solteiros tiveram cinco vezes mais risco de câncer anal; mulheres solteiras, três vezes mais risco de câncer cervical.
Quem se beneficia mais
Embora o casamento tenha impacto na saúde geral masculina, no âmbito específico de câncer as mulheres pareceram mais beneficiadas. As associações foram mais fortes para tumores ligados à reprodução, como ovário e endométrio.
Panorama no Brasil
No Brasil, o câncer de colo do útero é o terceiro entre as neoplasias que afetam as mulheres, com mais de 7 mil mortes previstas para 2025. O câncer de endométrio permanece relevante após a menopausa, com quase 10 mil novos casos estimados para 2026, muitos diagnosticados tardiamente.
Conteúdo produzido com informações da equipe de repórteres da Gazeta do Povo.
Entre na conversa da comunidade