- Tomografias permitiram estudar múmias sem danificar estruturas, com 26 exemplares analisados em quatro dias no Field Museum, em Chicago.
- Nem todos os corpos embalsamados tinham os órgãos removidos; em alguns casos, os órgãos permaneceram dentro dos próprios corpos.
- Chenet-aa e Harwa, da XXII dinastia, cerca de três mil anos atrás, ajudam a ilustrar a variação nas práticas de mumificação.
- Chenet-aa apresenta sinais que indicam preservação de características faciais para a vida após a morte; Harwa, um funcionário do celeiro real, parece ter vivido sem desgaste físico contestável.
- A tomografia fornece modelo 3D detalhado, permitindo confirmar métodos conhecidos e identificar diferenças de mumificação conforme período, local e status social.
Ao Field Museum, em Chicago, tomografias revelam novas evidências sobre a mumificação no Egito Antigo. Nem todos os corpos embalsamados tinham seus órgãos removidos e guardados em vasos canópicos. Em alguns casos, os órgãos permaneceram dentro do próprio corpo.
Pesquisadores analisaram 26 múmias em quatro dias, utilizando imagens 3D não invasivas. A técnica permite entender variações nos rituais sem danificar tecidos ou envoltórios milenares, ampliando a compreensão sobre o tema.
Nova compreensão das práticas
Entre os exemplares estudados, Chenet-aa e Harwa, da 22ª dinastia, chegaram a chamar a atenção. Chenet-aa mostra sinais de dieta que refletem hábitos alimentares da época e preservação facial para a vida após a morte.
Harwa era funcionário do celeiro real e parecia apresentar desgaste físico menor, sugerindo posição social privilegiada. Os achados reforçam a diversidade de técnicas de embalsamamento conforme período, local e status social.
O estudo ressalta que a mumificação era um conjunto de práticas variáveis, nem sempre envolvendo a remoção de órgãos. A cada descoberta, a arqueologia ganha nuances sobre rituais, crenças e organização social do Egito antigo.
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