- A tecnologia direct to device (D2D) oferece internet rápida diretamente nos celulares, sem roteadores ou antenas, cobrindo áreas remotas e situações de emergência.
- O Brasil está na rota de investimentos bilionários em satélite, com a AST Space Mobile recebendo autorização da Anatel e a Starlink protocolando pedido oficial para operar no país.
- O modelo de negócios envolve parcerias com operadoras locais; a AST já tem acordos com AT&T, Verizon e Vodafone, e planeja chegar a quarenta e cinco satélites em órbita até o fim de 2026, 90 até o fim de 2027.
- A Starlink comprou a Echostar por cerca de US$ 17 bilhões, ampliando o acesso a frequências de D2D em diversos países, incluindo o Brasil.
- Autoridades veem o D2D como instrumento para ampliar cobertura em regiões carentes, contribuir para a inclusão digital e permitir usos pelo setor público e em segurança civil.
A tecnologia direct to device (D2D) promete levar internet rápida diretamente aos celulares, sem roteadores ou antenas. O mercado global de internet por satélite movimenta bilhetes bilionários, com grandes grupos mirando expansão. No Brasil, o D2D já atrai investimentos e validações regulatórias.
Empresas como a Amazon e a Starlink estão na linha de frente do movimento. A Amazon fechou a compra da Globalstar por US$ 11,6 bilhões, ampliando sua capacidade de oferecer conectividade direta a dispositivos móveis. A Starlink, por sua vez, adquiriu a Echostar por US$ 17 bilhões, fortalecendo frequências para D2D em diversos países, incluindo o Brasil.
Avanços no Brasil
No país, a AST SpaceMobile obteve autorização da Anatel para atuar no setor, com planos de parcerias com operadoras locais. A Starlink já protocolou pedido semelhante à agência reguladora, em fevereiro, reforçando o interesse nacional no D2D. As operações devem funcionar como complemento à internet móvel existente.
O modelo brasileiro prevê atuação por meio de parcerias com operadoras, sem disputar diretamente o mercado móvel tradicional. A AST já mantém acordos com AT&T e Verizon nos EUA e com a Vodafone na Europa, mirando cobertura global com milhares de satélites até 2027.
Contexto regulatório e aplicação
Autoridades destacam o potencial para áreas com baixa conectividade e situações de emergência. O presidente da Anatel, Carlos Baigorri, afirma que o D2D pode ampliar a cobertura no Brasil. O Ministério das Comunicações vê usos que vão de serviços públicos a aplicações de segurança e infraestrutura rodoviária.
Stanzani, diretor de políticas regulatórias, ressalta a importância da inclusão digital e a necessidade de concorrência para adoção pelo setor público. O objetivo é criar um ambiente com múltiplos fornecedores, fortalecendo a soberania digital.
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