- Posts nas redes afirmam que o hantavírus deriva do hebraico e que “hanta” significaria fraude; isso é falso.
- O nome hantavírus faz referência ao rio Hantan, na Coreia do Sul, onde foram identificados ratos contaminados em mil novecentos setenta e seis; a confirmação ocorreu em mil novecentos setenta e oito.
- Especialistas em hebraico consultados pelo Fato ou Fake disseram que a palavra não tem relação com o hebraico.
- O surto recente no navio de cruzeiro, com três mortes, envolve a cepa Andes, que é transmitida entre pessoas de forma rara; no Brasil há casos de hantavirose todos os anos, sem relação com essa cepa.
- Fontes que checam a informação incluem o Fato ou Fake, o Instituto Oswaldo Cruz e especialistas consultados pela imprensa.
Circulam nas redes publicações que o hantavírus teria origem hebraica e que a palavra hanta significaria mentira. Nesse texto, tais afirmações são consideradas falsas. A nomenclatura está ligada a um rio da Coreia do Sul.
A explicação técnica aponta que o hantavírus recebeu esse nome por referência ao rio Hantan, onde foram identificados roedores contaminados pela primeira vez, em 1976. A confirmação ocorreu em 1978, com o isolamento do vírus em um roedor e posterior cultivo celular.
Segundo especialistas, não há relação entre o termo hanta e o hebraico. Pesquisadores consultados explicam que não existe palavra hebraica equivalente a hanta, nem qualquer ligação linguística com o idioma. A leitura sugere origem única relacionada ao local de registro.
Origens do nome
O rio Hantan fica na Coreia do Sul, próximo à fronteira com a Coreia do Norte. O histórico do rio é citado como símbolo político na região, mas não aponta para uso de linguagem no naming do vírus. A associação entre o termo e o hebraico não encontra respaldo acadêmico.
Sobre o surto e a disseminação da informação
O conteúdo em circulação não muda o fato de que o hantavírus pode ser transmitido por roedores silvestres e, em casos raros, entre pessoas, como na cepa Andes associada a um surto em um cruzeiro que deixou três mortos. O Brasil registra hantavirose anualmente, sem relação com essa cepa específica.
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