- Pesquisadores da NASA, no Glenn Research Center, descobriram um novo material ao combinar poeira simulada da Lua com óxido de escÂndio e aquecê-lo, formando uma substância sem registro prévio em seus bancos de dados químicos.
- O material desenvolvido mostrou resistência a poeira lunar fundida e pode suportar temperaturas até seis vezes mais altas que as de um forno doméstico.
- Apesar de utilizar óxido de escÂndio, o custo é menor do que o de metais preciosos normalmente usados em processos de altas temperaturas, como o platina.
- A descoberta pode influenciar o design de uma futura tecnologia de extração de recursos das rochas lunares, incluindo componentes que segurariam o material fundido.
- Além de usos lunares, o material pode servir como revestimento para partes de turbinas a jato, sendo mais leve, menos denso e com melhor isolamento térmico.
A equipe de pesquisa da NASA, em parceria entre o Glenn Research Center, em Cleveland, e o Jet Propulsion Laboratory, na Califórnia, descobriu um novo material durante estudo de interação entre poeira lunar simulada e escandium oxide. O trabalho ocorre no âmbito de uma bolsa de pós-graduação em tecnologia espacial.
A equipe é formada pela technologist Kevin Yu, da JPL, e pela engenheira de pesquisa Jamesa Stokes, do Glenn. O achado ocorreu aproximadamente seis meses após o início do estudo, que buscava entender como poderiam extrair recursos do solo lunar.
Os pesquisadores observaram que, após processar o composto com poeira lunar simulada e aquecer, surgiu um material ainda não registrado em bases de dados químicas, com propriedades estáveis a altas temperaturas.
Desenho técnico e descobertas
O material novo foi produzido no forno a temperaturas superiores a 1.600°C, usando uma mistura de óxidos básicos. O pó apareceu com cor rosa, funcionando como indicador de reação ao longo do processo.
Ao comparar com reativos comuns, a substância demonstrou resistência à corrosão da poeira lunar derretida e suportou temperaturas bem acima das usadas em cozinhas, sugerindo aplicação em ambientes extremos.
A equipe já determinou que o composto, apesar de conter escândio, apresenta custo menor que metais nobres geralmente empregados em ambientes de altas temperaturas.
Possíveis aplicações e próximos passos
Os resultados podem influenciar projetos futuros de tecnologias para extração de recursos de rochas lunares. O material pode ser usado em tubulações ou recipientes que mantêm o chumbo derretido de poeira lunar.
Além de aplicações aeroespaciais, as propriedades do material também são promissoras para revestimentos de componentes de motores, com leveza e melhor isolamento térmico.
Yu e Stokes pretendem aprimorar o material para torná-lo mais acessível, além de avaliá-lo quanto à purificação. Pesquisas de materiais são consideradas centrais para a exploração lunar e além.
A pesquisa é financiada pela Space Technology Mission Directorate e pela Aeronautics Research Mission Directorate da NASA. Fornece base para futuras tecnologias de uso in situ.
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