Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Novo material pode ajudar NASA a derreter rochas lunares e explorar recursos

Nova substância da NASA resiste ao magma lunar fundido, viabilizando extrair metais e oxigênio para futuras missões à Lua

Researchers Dr. Kevin Yu, left, and Dr. Jamesa Stokes prepare to remove a sample of a new material they discovered from a furnace inside a laboratory at NASA’s Glenn Research Center in Cleveland in October 2024. Quenching, or bringing the temperature of the sample down as quickly as possible, helps to ensure no more reactions occur as the sample cools so scientists can focus on studying how it behaves at high temperatures.
0:00
Carregando...
0:00
  • Pesquisadores da NASA, no Glenn Research Center, descobriram um novo material ao combinar poeira simulada da Lua com óxido de escÂndio e aquecê-lo, formando uma substância sem registro prévio em seus bancos de dados químicos.
  • O material desenvolvido mostrou resistência a poeira lunar fundida e pode suportar temperaturas até seis vezes mais altas que as de um forno doméstico.
  • Apesar de utilizar óxido de escÂndio, o custo é menor do que o de metais preciosos normalmente usados em processos de altas temperaturas, como o platina.
  • A descoberta pode influenciar o design de uma futura tecnologia de extração de recursos das rochas lunares, incluindo componentes que segurariam o material fundido.
  • Além de usos lunares, o material pode servir como revestimento para partes de turbinas a jato, sendo mais leve, menos denso e com melhor isolamento térmico.

A equipe de pesquisa da NASA, em parceria entre o Glenn Research Center, em Cleveland, e o Jet Propulsion Laboratory, na Califórnia, descobriu um novo material durante estudo de interação entre poeira lunar simulada e escandium oxide. O trabalho ocorre no âmbito de uma bolsa de pós-graduação em tecnologia espacial.

A equipe é formada pela technologist Kevin Yu, da JPL, e pela engenheira de pesquisa Jamesa Stokes, do Glenn. O achado ocorreu aproximadamente seis meses após o início do estudo, que buscava entender como poderiam extrair recursos do solo lunar.

Os pesquisadores observaram que, após processar o composto com poeira lunar simulada e aquecer, surgiu um material ainda não registrado em bases de dados químicas, com propriedades estáveis a altas temperaturas.

Desenho técnico e descobertas

O material novo foi produzido no forno a temperaturas superiores a 1.600°C, usando uma mistura de óxidos básicos. O pó apareceu com cor rosa, funcionando como indicador de reação ao longo do processo.

Ao comparar com reativos comuns, a substância demonstrou resistência à corrosão da poeira lunar derretida e suportou temperaturas bem acima das usadas em cozinhas, sugerindo aplicação em ambientes extremos.

A equipe já determinou que o composto, apesar de conter escândio, apresenta custo menor que metais nobres geralmente empregados em ambientes de altas temperaturas.

Possíveis aplicações e próximos passos

Os resultados podem influenciar projetos futuros de tecnologias para extração de recursos de rochas lunares. O material pode ser usado em tubulações ou recipientes que mantêm o chumbo derretido de poeira lunar.

Além de aplicações aeroespaciais, as propriedades do material também são promissoras para revestimentos de componentes de motores, com leveza e melhor isolamento térmico.

Yu e Stokes pretendem aprimorar o material para torná-lo mais acessível, além de avaliá-lo quanto à purificação. Pesquisas de materiais são consideradas centrais para a exploração lunar e além.

A pesquisa é financiada pela Space Technology Mission Directorate e pela Aeronautics Research Mission Directorate da NASA. Fornece base para futuras tecnologias de uso in situ.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais