- A OMS elevou o risco da cepa Bundibugyo do Ebola para muito alto em nível nacional na República Democrática do Congo e declarou emergência de preocupação internacional no domingo, 17.
- Até o momento, são 82 casos confirmados, 7 mortes confirmadas, 177 mortes suspeitas e quase 750 casos suspeitos.
- A situação em Uganda está estável, com dois casos confirmados em pessoas que viajaram da RDC; um deles foi fatal.
- O potencial de disseminação rápida é alto, e medidas em Uganda parecem ter ajudado a conter a transmissão; um cidadão norte-americano foi transferido para a Alemanha, e outro com alto risco foi transferido para a República Tcheca.
- Um antiviral experimental chamado Obeldesivir pode ser usado entre contatos do Ebola para evitar a doença, mas requer protocolo rigoroso; o surto pode ter começado há dois meses, mas foi declarado apenas na sexta-feira, 15.
O risco de surto nacional do Ebola na República Democrática do Congo atingiu nível considerado muito alto pela OMS, para a cepa Bundibugyo. A agência atualizou a avaliação, apontando maior probabilidade de propagation no país.
Ao todo, 82 casos foram confirmados no Congo, com sete mortes já registradas. Há 177 mortes suspeitas e quase 750 casos sob investigação, conforme informações divulgadas pela OMS. A situação em Uganda permanece estável, com dois casos importados da RDC.
O chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, destacou que o potencial de disseminação rápida é alto, o que alterou a dinâmica regional. Medidas de rastreamento intenso de contatos em Uganda demonstraram eficácia até o momento, segundo a OMS.
Tratamento experimental para contatos
A OMS avalia o uso do antiviral Obeldesivir entre contatos de pessoas infectadas, com a finalidade de prevenir o desenvolvimento da doença. O medicamento ainda não tem protocolo definitivo e requer rigoroso controle operacional.
Segundo a cientista-chefe da OMS, Sylvie Briand, o Obeldesivir mostra promessa, mas precisa de implementação estrita. A organização informou sinais iniciais de que a vigilância já funciona ao detectar mais casos.
A OMS avança na coordenação de respostas, mas admite atraso: o surto pode ter começado há cerca de dois meses, e só foi declarado na sexta-feira anterior. A representante da OMS na RDC enfatizou que a transmissão permanece, o que justifica ações contínuas.
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