- Padrões pouco claros para autoria, aliados a dinâmicas de poder, podem prejudicar pesquisadoras.
- Em estudo com mais de 3.500 pesquisadores em 12 países, 68% relataram autoria por cortesia e 55% autoria fantasma.
- Mulheres participaram de mais desacordos sobre autoria e se sentiram menos à vontade para discutir o tema.
- O levantamento evidencia o fenômeno leaky pipeline, com mulheres tendo menos chances de subir a cargos de chefia.
- A pesquisa aponta necessidade de políticas públicas mais claras, documentação transparente de contribuições e treinamento em autoria para melhorar a justiça acadêmica.
Um estudo internacional investiga como padrões pouco claros para autoria em pesquisas podem favorecer ou prejudicar pesquisadoras. A análise envolveu mais de 3.500 pesquisadores em 12 países, examinando divergências, conforto para discutir créditos e práticas problemáticas.
Os resultados apontam que práticas de autoria questionáveis são comuns: 68% relataram autoria por cortesia e 55% citaram autoria fantasma. Pesquisadoras destacaram mais desacordos e menor autonomia para discutir crédito.
Além disso, as normas variam entre áreas, e dinâmicas de poder entre pesquisadores sêniores e juniores influenciam as decisões. Estudantes de doutorado e pós-doutorandos costumam depender de orientadores para financiamento e futuras oportunidades.
Resultados do estudo
A pesquisa mostrou que a autoria de cortesia é recorrente em diversas áreas, independentemente de ciências naturais ou sociais. A prática de autoria fantasma também foi observada por mais da metade dos respondentes.
As autoras destacam que a ambiguidade nas contribuições gera disputas sobre o peso de cada papel, como redação, coleta ou análise de dados. Mediar essas questões pode exigir regras mais explícitas nas equipes.
Implicações para as instituições
Os pesquisadores defendem políticas institucionais mais claras sobre autoria, bem como procedimentos de resolução de disputas. A transparência facilita o reconhecimento adequado e reduz tensões em equipes multidisciplinares.
O estudo aponta que menos de 25% das universidades americanas com doutorado possuíam políticas de autoria publicamente disponíveis. Mesmo com regras, falta orientação para lidar com conflitos.
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