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T. rex recém-descoberto dominou os mares no Cretáceo

Identificam novo mosassauro, Tylosaurus rex, maior que proriger, com dentes serrilhados; escavado no Texas e atualizado o quadro evolutivo dos mosassauros

O Tylosaurus rex era muito mais agressivo que outras espécies (Kendra Snyder/American Museum of Natural History/Divulgação)
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  • Pesquisadores dos EUA identificaram uma nova espécie de mosassauro, chamada Tylosaurus rex, distinta de Tylosaurus proriger.
  • O T. rex marinho tinha até 13 metros de comprimento e dentes em serra, dominando os oceanos no Cretáceo.
  • A descoberta ocorreu ao reavaliar fósseis de museus diferentes, que estavam classificados como T. proriger.
  • O fóssil principal está no Museu Perot de Natureza e Ciência, em Dallas, em um exemplar conhecido como “Cavaleiro Negro”, que apresenta danos na ponta do focinho e na mandíbula.
  • O estudo, liderado pela autora Amelia Zietlow, atualiza dados sobre mosassauros e foi publicado no Bulletin of the American Museum of Natural History, em colaboração com o Museu Americano de História Natural e a Universidade Metodista Meridional.

Um novo tipo de mosassauro foi identificado por pesquisadores americanos, não um predador terrestre. Batizado de Tylosaurus rex, o animal foi um dos maiores mosassauros já registrados e dominou os oceanos no Cretáceo, com dentes serrilhados e até 13 metros de comprimento.

A descoberta teve início com a pesquisadora Amelia Zietlow, principal autora do estudo. Ela encontrou, em uma coleção menor, um fóssil indevidamente identificado como Tylosaurus proriger. Comparações com fósseis similares apontaram que outros exemplares em museus também estavam incorretos.

Entre as diferenças estão o tamanho, a dentição, o local de escavação e a datação. O proriger era menor, com dentição comum e encontrado no Kansas há cerca de 84 milhões de anos. O novo T. rex é maior, com dentes serrilhados, escavado no Texas e cerca de 4 milhões de anos mais jovem.

O fóssil principal permanece no Museu Perot de Natureza e Ciência, em Dallas. Descoberto em 1979, estudos indicam adaptações que fortalecem mandíbula e pescoço. O estudo sugere que o T. rex era mais agressivo do que outros mosassauros, inclusive da própria espécie.

Um tema recorrente destacado pelos pesquisadores é a dificuldade de evoluções dos mosassauros. O conjunto de dados sobre o grupo está desatualizado há cerca de três décadas. Parte do estudo envolveu reorganizar essas informações.

As conclusões foram publicadas no Bulletin of the American Museum of Natural History, resultado da parceria entre o Museu Americano de História Natural, o Museu Perot e a Universidade Metodista Meridional.

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