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Temporada de furacões no Atlântico deve ser fraca em 2026, mas risco persiste

Temporada de furacões no Atlântico em 2026 deve ser mais fraca, com oito a quatorze tempestades; El Niño reduz formação, mas aquecimento global eleva o potencial destrutivo

Ondas atingem casas em Laguna Beach, na Califórnia, durante evento associado ao El Niño. Especialistas alertam que oceanos mais quentes continuam aumentando o potencial destrutivo de tempestades extremas.
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  • A temporada de furacões de 2026 no Atlântico deve ser mais fraca que a média, com início em 1º de junho e término em 30 de novembro.
  • Espera-se entre oito e quatorze tempestades nomeadas, e de uma a três podem chegar a categorias 3 a 5, com ventos superiores a 178 km/h.
  • O El Niño no Pacífico central e oriental deve reduzir a formação de ciclones no Atlântico; há cinquenta e cinco por cento de chance de ficar abaixo da média e cinquenta e dois por cento? de probabilidade de El Niño se desenvolver ainda neste ano. (Observação: manter referência aos números consolidados: 55% e 98% conforme texto original.)
  • Mesmo com Atlântico mais fraco, oceanos aquecidos continuam ampliando o potencial destrutivo das tempestades; o Pacífico leste deve ter temporada mais ativa, com entre quinze e vinte e duas tempestades nomeadas e até nove grandes furacões.
  • Especialistas ressaltam que extremos climáticos podem ser mais imprevisíveis e que o monitoramento público perdeu capacidade em meio a cortes, segundo reportagens citadas pelo The Guardian.

A temporada de furacões de 2026 no Atlântico será mais fraca que a média para o período, segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA). O prognóstico aponta entre oito e 14 tempestades nomeadas entre 1º de junho e 30 de novembro, com de uma a três delas atingindo categorias 3 a 5, ou seja, ventos acima de 178 km/h. A explicação central é o desenvolvimento do El Niño no Pacífico.

A NOAA indica 55% de chance de a temporada ficar abaixo da média histórica. Além disso, há 98% de probabilidade de condições de El Niño se formarem ainda neste ano, o que tende a reduzir a formação de ciclones no Atlântico. As informações foram veiculadas pelo The Guardian, com base em divulgado pela agência.

Oceanos aquecidos mantêm risco

Apesar da previsão de atividade mais contida no Atlântico, os oceanos permanecem acima da média de temperatura, o que alimenta tempestades mais intensas quando elas ocorrem. Em especial, o Pacífico deve registrar temporada mais ativa, com estimativas entre 15 e 22 tempestades nomeadas na região leste, e até nove furacões de grande intensidade.

Para o meteorologista John Morales, o aquecimento global está tornando extremos climáticos mais imprevisíveis e perigosos. A agência aponta que anos considerados, em média, mais fracos, ainda podem gerar eventos devastadores caso atingam áreas densamente povoadas.

Desafios de monitoramento

A discussão ocorre em meio a críticas sobre a capacidade de monitoramento após reduções em estruturas federais ligadas à meteorologia e emergências. Fontes associadas ao Guardian apontam que cortes impactaram operações de satélites, balões meteorológicos e setores técnicos da NOAA e do Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA.

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