- No Brasil, quarenta e cinco milhões de pessoas convivem com transtornos mentais, ou seja, um em cada cinco brasileiros.
- O estudo, publicado na The Lancet, usa o indicador DALY (anos de vida perdidos ajustados por incapacidade) para medir o impacto, levando em conta anos perdidos por morte e por limitações causadas pela doença.
- A maior parte do peso é de anos de vida saudável perdidos pela convivência com sofrimento psíquico, entre seis vírgula cinco e oito vírgula sete milhões.
- A perda de anos por morte prematura fica entre 194 e 429 anos, sendo menor que o impacto causado pela incapacidade associada aos transtornos.
- As mulheres respondem pela maior carga de incapacidade, entre três vírgula nove e cinco vírgula quatro milhões de anos, enquanto os homens ficam entre dois vírgula cinco e três vírgula três milhões.
- Globalmente, cerca de um ponto dois bilhão de pessoas vivem com algum transtorno mental; ansiedade, depressão e esquizofrenia tiveram os maiores aumentos, com a covid-19 elevando a prevalência de depressão e ansiedade.
O estudo publicado na revista The Lancet aponta que transtornos mentais são a principal causa de incapacidade global. No Brasil, cerca de 45 milhões convivem com alguma condição de saúde mental, o que equivale a um em cada cinco brasileiros. Dados referem-se ao ano de 2023.
Ansiedade, depressão, bipolaridade, esquizofrenia e outras condições impactam sobretudo a qualidade de vida, não apenas a mortalidade. A principal medida usada é o DALY, que soma anos perdidos por morte precoce e anos vividos com limitações.
No Brasil, a carga de incapacidade associada a transtornos mentais varia entre 6,5 e 8,7 milhões de anos de vida saudável perdidos. A maior parte desse total vem do sofrimento psíquico e das limitações diárias, não da mortalidade.
Esse cenário explica afastamentos do trabalho, burnout, queda de desempenho escolar e isolamento social, além de consequências como aposentadoria precoce. A pandemia de covid-19 também é citada como fator impulsionador.
Cenário mundial
Globalmente, há cerca de 1,2 bilhão de pessoas com transtornos mentais. O número mostra crescimento em relação a 1990 e se mantém como principal fator de incapacidade, acima de doenças cardíacas e câncer.
Entre crianças e adolescentes, transtornos de desenvolvimento e comportamentais ganham espaço na curva de sofrimento. No grupo de 15 a 19 anos, ansiedade e depressão aparecem entre as mais impactantes.
As mulheres concentram a maior carga de incapacidade associada a transtornos mentais, com destaque para ansiedade e depressão. Pesquisadores citam pobreza, violência e insegurança como fatores relevantes.
Entre na conversa da comunidade