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Tratamento em etapas reduz recaída na dependência química

Tratamento em etapas reduz recaída: entre 30% e 35% dos pacientes que concluíram programa estruturado manteram abstinência

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  • O tratamento em etapas, com estrutura definida, reduz o risco de recaída em pacientes com dependência química.
  • Entre 30% e 35% dos pacientes que concluíram tratamento estruturado deixaram de usar substâncias psicoativas.
  • O estudo reuniu pacientes de várias idades, gêneros e condições socioeconômicas, mostrando que o problema atinge diferentes grupos.
  • A maioria dos participantes era do sexo masculino (92,3%) e a idade média era 36,7 anos; o primeiro contato com drogas ocorreu em média aos 15,5 anos e a primeira internação aos 28,8 anos.
  • A pesquisa cita a regulamentação da Anvisa, pela RDC nº 101 de 2001, que estabelece normas mínimas para o funcionamento de comunidades terapêuticas e clínicas de reabilitação.

O estudo “Comunidades Terapêuticas como Forma de Tratamento para a Dependência de Substâncias Psicoativas”, conduzido pela PUC-Campinas e publicado na SciELO, mostra que entre 30% e 35% dos pacientes que concluíram tratamento estruturado deixaram definitivamente as substâncias. Os resultados indicam abrangência variada entre faixas etárias, gêneros e classes socioeconômicas.

A pesquisa aponta também que o primeiro contato com drogas ocorreu, em média, aos 15,5 anos, e a primeira internação para tratamento ocorreu aos 28,8 anos. O intervalo de mais de uma década entre uso e busca por tratamento sugere atraso na intervenção para muitos casos.

O estudo cita o reconhecimento oficial das comunidades terapêuticas pela Secretaria Nacional Antidrogas como uma das abordagens válidas, ao lado de psicoterapia analítica, terapia cognitivo-comportamental e prevenção de recaída. O tratamento estruturado tende a resultados mais consistentes.

Estrutura do tratamento e impacto

A análise enfatiza que etapas definidas, normas claras e acompanhamento multiprofissional ajudam a reduzir recaídas. A continuidade entre avaliação, desintoxicação supervisionada e terapias é destacada como peça-chave para a alta com ferramentas duráveis.

Ana Clara Andrade Lima, diretora da Clínica de Recuperação JS Prime, afirma que a recuperação é um processo. Na instituição, o tratamento é organizado em fases que vão da avaliação à desintoxicação e evoluem para terapias individuais e em grupo, com cada etapa preparando a seguinte.

O ambiente estruturado das comunidades terapêuticas é apontado como fator protetor, ao reduzir exposição a situações de risco durante a reabilitação. Dados do relatório indicam o crescimento da demanda por esses serviços e a regulamentação da área pela Anvisa, com normas mínimas de funcionamento.

O perfil dos participantes mostra predominância masculina, com idade média de 36,7 anos, e grande parte solteira no momento do tratamento. Esses dados sugerem impactos da dependência nos vínculos familiares e afetivos ao longo do tempo.

Perspectivas de continuidade e reinserção

Além da cessação do uso, os objetivos do tratamento incluem reabilitação social e reinserção em contextos não clínicos. Quando princípios de recuperação são bem aplicados, os resultados tendem a ser positivos.

De acordo com Ana Clara, o acompanhamento pós-tratamento é tão relevante quanto as etapas anteriores. Ela destaca que, na JS Prime, o encerramento da internação não encerra o acompanhamento, oferecendo suporte para a reintegração à vida cotidiana e continuidade do processo de recuperação.

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