- Estudo apresentado na ARVO 2026 mostrou que lentes MiYOSMART iQ interromperam a progressão da miopia em 9 a cada 10 crianças no primeiro ano de uso, em 196 crianças entre 4 e 12 anos.
- Crianças que utilizaram as lentes não tiveram progressão da miopia, ao contrário do grupo com lentes convencionais, que mostrou avanço da condição.
- O crescimento axial do olho ficou abaixo ou próximo do observado em crianças sem miopia, com eficácia especialmente alta entre 7 e 12 anos (redução de até 94%).
- Pela primeira vez, a tecnologia mostrou eficácia em crianças a partir de quatro anos, faixa em que a progressão costuma ser mais rápida.
- Além das lentes, o estudo destaca outras abordagens: colírio de atropina em baixa dose, monitoramento por biometria óptica e aumento de atividades ao ar livre (cerca de duas horas diárias) para reduzir o risco de progressão.
A pesquisa com lentes MiYOSMART iQ chega em um momento de mudança na oftalmologia pediátrica. Em ARVO 2026, em Denver, estudo clínico randomizado com 196 crianças míopes mostrou que a nova lente interrompeu a progressão em 9 de cada 10 casos no primeiro ano de uso.
A faixa etária avaliada foi de 4 a 12 anos, e os resultados apontaram que o crescimento axial do olho ficou próximo ao observado em crianças sem miopia. Em crianças de 7 a 12 anos, a eficácia superou 100% no controle da condição, com redução de até 94% no alongamento ocular.
Os resultados indicam que já é possível atuar cedo, já a partir dos 4 anos, momento em que a progressão tende a ser mais acentuada. Há expectativa de que esse novo patamar de tratamento complemente ou substitua estratégias tradicionais em alguns casos.
O que mudou no tratamento da miopia infantil
O estudo das lentes MiYOSMART iQ integra uma série de avanços em uso clínico no Brasil. Entre eles está o colírio de atropina em baixa dose, como 0,05%, que reduz a progressão com efeitos colaterais menores frente a doses maiores.
Lentes com desfoque periférico ganham espaço ao frear o crescimento ocular de forma distinta das lentes convencionais. Paralelamente, a biometria óptica permite monitorar o crescimento do olho para avaliar a eficácia do tratamento.
O tempo ao ar livre também passou a fazer parte da prevenção. Recomenda-se cerca de duas horas diárias de atividades externas, associadas a menor risco de progressão da miopia.
Sinais que os pais não devem ignorar
O diagnóstico precoce é desafio comum, já que crianças costumam se adaptar à visão ruim. Olhar atento dos pais é essencial para identificar sinais precoces.
Aproximação excessiva a telas, apertar os olhos para enxergar longe, queixas de dor de cabeça e queda no rendimento escolar são indicativos relevantes. Histórico familiar de miopia aumenta o risco, exigindo acompanhamento mais frequente.
Mesmo crianças sem queixas devem passar por avaliações oftalmológicas periódicas, já que o objetivo é proteger a visão a longo prazo. Tratamentos precoces aumentam as chances de reduzir o grau final e evitar complicações futuras.
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