- A expectativa de vida das tartarugas varia por espécie, geralmente entre cinquenta e cem anos, com registros chegando perto de duzentos.
- Jonathan, jabuti-gigante da ilha de Santa Helena, é reconhecido pelo Guinness como o animal terrestre vivo mais velho, nascido por volta de 1832 e com quase duzentos anos.
- Antes dele, o recorde era Tu’i Malila, tartaruga que viveu pelo menos cento e oitenta e oito anos, presenteada pela expedição de James Cook e falecida em 1965.
- Tartarugas marinhas também vivem bastante, entre cinquenta e cem anos; a tartaruga-verde tem expectativa de cerca de setenta anos ou mais, e há casos de grande longevidade, como Mommy nos Estados Unidos.
- A longevidade resulta de combinação de metabolismo lento, sistema imune eficiente, apoptose mais controlada e proteínas perforina e granzima que ajudam a evitar câncer e doenças; ainda assim enfrentam ameaças como pesca acidental, poluição e perda de habitat.
A longevidade das tartarugas varia por espécie, mas muitas vivem entre 50 e 100 anos. O recorde entre os quelônios é disputado, com relatos de até quase 200 anos. No Dia Mundial da Tartaruga, celebrado em 23 de maio, a CNN Brasil reúne curiosidades sobre esses animais.
Jonathan, jabuti gigante da ilha de Santa Helena, é o símbolo máximo de longevidade. Em 2022, foi reconhecido pelo Guinness World Records como o animal terrestre mais velho ainda vivo e o quelônio mais antigo já registrado.
Antes de Jonathan, o recorde pertencia a Tu’i Malila, tartaruga que viveu pelo menos 188 anos e ficou na família real de Tonga desde 1777, morrendo em 1965. A história aponta para uma vida longa sem confirmação exata de nascimento.
Mommy, tartaruga-das-galápagos do Zoológico da Filadélfia, tornou-se mãe aos 100 anos em 2025, gerando quatro filhotes. O caso evidencia que a reprodução também pode ocorrer em idade avançada entre quelônios.
As tartarugas marinhas costumam ter expectativa de vida entre 50 e 100 anos, com variações por espécie. A tartaruga verde, por exemplo, costuma viver cerca de 70 anos ou mais, segundo estimativas.
Segredos da longevidade
Especialistas apontam fatores como eficiência celular, sistema imunológico robusto e metabolismo lento. Pesquisadores da USP destacam que os quelônios apresentam apoptose mais eficiente, mantendo células vivas e regenerando-se.
Além disso, proteínas do sistema imune inato, como perforina e granzima, ajudam a combater tumores e doenças infecciosas em estágios avançados da vida. O sangue frio reduz gasto energético e o desgaste celular ao longo do tempo.
Outro aspecto é o atraso na maturidade sexual, facilitando uma reprodução mais tardia. Muitas espécies levam décadas para amadurecer, como as tartarugas marinhas, que chegam à vida reprodutiva entre 20 e 30 anos, ou até 35 no caso da tartaruga-verde.
Apesar da longevidade, as tartarugas enfrentam ameaças severas. Captura acidental em redes de pesca, poluição por plásticos e perda de habitat colocam em risco várias espécies e seus longos ciclos de vida.
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