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Solidão afeta o coração: como relações sociais impactam a saúde

Solidão aumenta risco de infarto, AVC e mortalidade cardiovascular; vínculos sociais fortes passam a integrar prevenção e saúde do coração

A solidão aumenta o risco de morte independentemente da saúde física e mental, aponta estudo
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  • Evidências mostram que solidão e baixo suporte social aumentam o risco de infarto, AVC e morte cardiovascular, em patamar próximo ao de sedentarismo e tabagismo.
  • A cardiologia passa a considerar a qualidade das relações sociais como parte da prevenção e do manejo clínico.
  • O risco é independente de saúde física ou mental; dois pacientes com perfil clínico semelhante podem evoluir de forma diferente conforme o nível de integração social.
  • Mecanismos incluem aumento da pressão arterial e da atividade do sistema nervoso, redução da variabilidade da frequência cardíaca e elevação de marcadores inflamatórios, além de piora de hábitos como sono e alimentação.
  • Prevenção passa por manter vínculos familiares, amizades e participação em atividades; saúde do coração depende do equilíbrio entre corpo, mente e relações.

A solidão e o baixo suporte social aumentam o risco de infarto, AVC e morte por doenças cardiovasculares, segundo evidências consistentes. O impacto é comparável ao de sedentarismo e tabagismo, segundo especialistas.

Pesquisas indicam que isolamento social eleva a probabilidade de adoecer e morrer por causas cardíacas. Não basta morar sozinho: a percepção de desconexão e a falta de apoio influenciam o risco.

O efeito se vê no organismo: a solidão ativa respostas fisiológicas crônicas, com pressão arterial mais alta e maior atividade do sistema nervoso. A solidão percebida reduz a variabilidade da frequência cardíaca.

Além disso, marcadores inflamatórios aumentam e hábitos de saúde pioram, incluindo sono irregular, sedentarismo e alimentação inadequada. O conjunto favorece o desenvolvimento de doença cardiovascular ao longo do tempo.

Prevenção também passa por vínculos

Manter vínculos familiares, amizades e atividades em grupo amplia a prevenção. A intervenção não se resume a fatores clássicos, mas envolve pertencimento e suporte emocional.

O cuidado com a saúde cardiovascular passa a exigir integração entre corpo, mente e relações. A medicina começa a tratar a qualidade das relações como componente da prevenção.

A solidão não aparece em exames de sangue, mas os seus efeitos se revelam no corpo. Cuidar do coração passa, cada vez mais, por manter conexões que sustentam a vida.

Texto de divulgação: Prof. Dr. Carlos Alberto Pastore, cardiologista e Membro da Brazil Health (CRM-SP 24.264).

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