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Bicho-preguiça volta à natureza após 60 dias de reabilitação em SP

Fêmea adulta de bicho-preguiça retorna à Mata Atlântica após sessenta dias de reabilitação em Registro, com cirurgia de retirada de parte de uma garra

Animal chegou ao centro em fevereiro de 2026
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  • Fêmea adulta de bicho-preguiça atropelada em Juquiá chegou ao Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres de Registro em fevereiro de 2026 e foi submetida a tratamento.

  • Atingiu ferimentos severos em uma das mãos, com duas das três garras do antebraço esquerdo fraturadas e amputadas; metade da terceira garra foi preservada.

  • Após sessenta dias de reabilitação, a preguiça voltou a se movimentar entre galhos e a se alimentar normalmente.

  • A soltura ocorreu em área preservada do Parque Estadual Carlos Botelho, na Mata Atlântica, escolhida por oferecer ambiente, alimento e conectividade adequados para a espécie.

  • A recuperação é considerada um ganho para a conservação da fauna da região e reforça o papel dos CETRAS no resgate e reintegração de preguiças-da-mata-atlântica.

Uma fêmea adulta de bicho-preguiça foi devolvida à natureza após 60 dias de tratamento no Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras) de Registro, SP. O retorno ocorreu na Mata Atlântica do Parque Estadual Carlos Botelho, sob gestão da Fundação Florestal, vinculada à Semil. O resgate ocorreu em Juquiá, após atropelamento na estrada.

Chegada ao centro foi em fevereiro de 2026, quando a preguiça foi removida da rodovia. Além do trauma na mão, 2 das 3 garras do membro dianteiro esquerdo foram amputadas, preservando parte da 3ª garra. Fase de recuperação incluiu controle de dor, alimentação e adaptação.

Após a cirurgia, a equipe veterinária monitorou a evolução clínica diariamente, com acompanhamento da mobilidade e da capacidade de escalada. Aos poucos, a fêmea reaprendeu a se movimentar entre galhos e a se alimentar, sem apresentações de lesões graves.

A escolha do local de soltura levou em conta clima, vegetação e disponibilidade de alimento na área. A área dentro do Parque Estadual Carlos Botelho oferece conectividade florestal compatível com as necessidades da espécie.

A soltura representa ganho para a conservação da fauna da Mata Atlântica e reforça o papel do Cetras no resgate de animais brasileiros. A gestora do parque enfatizou que a região facilita a reintegração e beneficia a população local de preguiças-da-mata-atlântica, especialmente por se tratar de uma fêmea adulta reprodutiva.

Este não é o primeiro caso de reabilitação bem-sucedida do Cetras de Registro; em julho de 2025, outra preguiça também foi devolvida à mata na região, em ação da Semil. Com informações da Agência SP.

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