- Estilo de vida influencia a qualidade do sêmen; sedentarismo, obesidade, estresse, má alimentação, álcool, tabaco, anabolizantes e poluição afetam a fertilidade masculina, que representa cerca de 50% dos casos.
- Infertilidade masculina não significa apenas ausência de espermatozoides; podem haver alterações na quantidade, movimentação, morfologia e qualidade genética.
- A investigação costuma ocorrer após 12 meses de relações frequentes sem contracepção; se a mulher tem mais de 35 anos, o período é reduzido para cerca de seis meses; causas comuns incluem varicocele, distúrbios hormonais, infecções, fatores genéticos e obstruções.
- A rotina moderna, com estresse, sono ruim e alimentação inadequada, influencia a produção de espermatozoides, que se forma em 70 a 80 dias e depende de equilíbrio hormonal e metabólico.
- Opções de reversão incluem mudanças no estilo de vida, tratamentos hormonais, cirurgias e reprodução assistida, com avanços em medicina de precisão e diagnóstico genético proporcionando tratamentos mais personalizados.
A infertilidade masculina tem ganhado destaque como tema de saúde pública. Dados recentes apontam queda na qualidade do sêmen em várias regiões, associada a hábitos de vida não saudáveis, como sedentarismo, obesidade, estresse, má alimentação, álcool, tabaco e uso de anabolizantes. A informação ainda carrega tabus, levando alguns homens a buscar ajuda tardiamente.
O papel do homem na infertilidade conjugal é relevante: estimativas indicam participação de aproximadamente 50% nos casos. A investigação costuma ocorrer após 12 meses de tentativas sem contracepção, ou seis meses quando a mulher tem mais de 35 anos. Varicocele, alterações hormonais e fatores de estilo de vida estão entre as principais causas.
A qualidade do sêmen depende de um ciclo de 70 a 80 dias, envolvendo equilíbrio hormonal, metabólico e emocional. Qualquer agressão nesse processo pode reduzir a contagem, mobilidade e morfologia dos espermatozoides, além de afetar a qualidade genética. O tema também serve como indicativo de saúde sistêmica.
Atenção para hábitos de vida: estresse crônico, privação de sono, sedentarismo, má alimentação, obesidade, consumo excessivo de álcool e cigarro, uso de anabolizantes e exposição a poluição. Aspectos ambientais e térmicos na região genital também podem colaborar para a queda da fertilidade.
Entre os sinais de alerta estão baixa libido, disfunção erétil, infecções sexuais e histórico de cirurgias ou traumas na região genital. Sinais emocionais como ansiedade, queda de autoestima e tensão no relacionamento podem acompanhar as tentativas de gravidez, sem serem sinais diretos de infertilidade.
O diagnóstico é feito via espermograma, avaliação hormonal, ultrassonografia da bolsa escrotal e exames adicionais como teste de fragmentação de DNA, exames genéticos e urinálise pós-ejaculatória. Em alguns casos, a investigação também identifica distúrbios hormonais ou doenças associadas.
Segundo especialistas, mudanças no estilo de vida, tratamentos hormonais, cirurgias e técnicas de reprodução assistida têm aumentado as chances de homens inférteis terem filhos. Avanços em medicina de precisão e diagnóstico genético permitem abordagens cada vez mais personalizadas, como a fertilização in vitro e recuperação espermática.
Desdobramentos recentes destacam a reposição hormonal como opção apenas para hipogonadismo comprovado, com avaliação clínica e laboratorial criteriosa. Em muitos casos, a estratégia envolve terapia combinada, incluindo investigações de fatores testiculares, distúrbios tireoidianos, obesidade e apneia do sono, quando pertinente.
- Estilo de vida: cortisol elevado, sono inadequado, sedentarismo e alimentação ultraprocessada aparecem como fatores de risco.
- Tratamentos: as opções variam entre aplicações, géis, adesivos ou implantes, sempre com acompanhamento médico para ajustar doses.
Exames complementares ajudam a mapear o conjunto de fatores. Além do espermograma, podem ser solicitados testes hormonais, ultrassonografia, avaliação de DNA espermático e, quando indicado, exames genéticos.
Especialistas ressaltam que a infertilidade pode sinalizar outras condições de saúde. Doenças cardiovasculares, metabólicas e alterações hormonais podem influenciar a produção de espermatozoides e a circulação sanguínea. A avaliação é, portanto, uma oportunidade de cuidado integral.
Autora: Fernanda Parra, médica formada pela Universidade Cidade de São Paulo (Unicid), com pós-graduação em endocrinologia e metabologia.
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