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Estudo mostra belugas reconhecendo-se ao se mirar no espelho

Belugas em cativeiro exibem reconhecimento de si diante do espelho, sinalizando autoconsciência segundo estudo publicado na PLOS One

Duas das quatro baleias-beluga analisadas demonstraram grande interesse pelo próprio reflexo no novo estudo
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  • Estudo publicado em 20 de maio na revista PLOS One aponta que baleias-beluga conseguem identificar o próprio reflexo em um espelho.
  • Quatro belugas fêmeas vivem em cativeiro no New York Aquarium foram analisadas durante sessões de duas horas com o objeto.
  • Observações mostraram mudanças de comportamento, indicando autoconsciência, como acenar, mover a cabeça e observar o próprio corpo refletido.
  • No teste de marcação, Natasha foi a única a buscar a marca no reflexo, sugerindo reconhecimento do próprio corpo.
  • Os pesquisadores apontam que esses resultados se somam a evidências de autoconhecimento em outras espécies, ampliando o entendimento sobre a consciência animal.

O estudo publicado na revista PLOS One, em 20 de maio, aponta que baleias beluga em cativeiro demonstraram autoconsciência ao reconhecer o próprio reflexo no espelho. Os pesquisadores reforçam que o comportamento, observado no New York Aquarium, indica percepção da própria imagem e uso do espelho para examinar o corpo. A pesquisa envolve quatro belugas fêmeas, três adultas e uma de 7 anos, em sessões realizadas ao longo de dois momentos, separados por quase duas décadas.

A observação foi conduzida por Diana Reiss, especialista em mamíferos marinhos, e Alexander Mildener. A equipe instalou espelhos nas piscinas para registrar reações durante sessões de duas horas, comparando com o comportamento próximo a placas de acrílico transparente. Os registros mostraram variações entre as aves, com duas belugas ignorando o reflexo, possivelmente por traços de personalidade ou visão.

Natasha, mãe de Maris, e a filhote Maris foram as que mais interagiram com o espelho. No início, bateram as mandíbulas ao ver o reflexo, comportamento típico de confronto. No “teste de contingência”, Natasha acenou com a cabeça e Maris moveu a cabeça para cima, baixo e de um lado para o outro. Com o tempo, os movimentos tornaram-se autodirecionados, com rotação do corpo, abertura da boca e brincadeiras com bolhas.

Os pesquisadores também realizaram testes de marcação com tinta temporária. Natasha foi a única beluga que passou no teste, posicionando a região marcada diante do espelho por mais tempo e pressionando-a contra o objeto. Maris apresentou resposta menos consistente naquela etapa. Os resultados sustentam a hipótese de autoconsciência em belugas fêmeas, apesar das variações individuais.

O estudo insere belugas na lista de espécies que exibem reconhecimento de si mesmas, junto a chimpanzés, golfinhos nariz de garrafa, elefantes asiáticos e outros animais inteligentes. Reiss sugere que a autoconsciência em várias espécies pode indicar traços comuns de processamento cognitivo e empatia, ampliando o debate sobre consciência animal.

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