- O Jardim dos Venenos fica no nordeste da Inglaterra, nos terrenos do castelo de Alnwick, e abriga mais de 100 plantas tóxicas, incluindo a ricina da planta Ricinus communis, considerada a mais venenosa do mundo pelo Guinness.
- Uma placa no portão alerta “estas plantas podem matar” e há uma caveira com ossos cruzados; o espaço está aberto ao público.
- Antes de entrar, visitantes recebem uma palestra de segurança e são orientados a não tocar, provar ou cheirar as plantas, podendo ainda causar irritação ou danos em alguns casos.
- Entre as espécies estão Nerium oleander, rododendros, acônito (Aconitum napellus) e beladona (Atropa belladonna), que são belas, porém tóxicas; algumas têm usos medicinais, enquanto outras podem ser letais.
- O jardim também funciona como espaço educativo sobre drogas, com plantas como papoulas do ópio, cannabis e khat, além de plantas perigosas como gympie-gympie, que exige cuidado extremo.
O Jardim dos Venenos, no extremo nordeste da Inglaterra, abriga mais de 100 espécies tóxicas, incluindo a planta considerada mais venenosa do mundo. O local fica atrás dos portões do castelo de Alnwick, residência histórica dos duques de Nortúmbria, e está aberto ao público.
A placa preta na entrada avisa: estas plantas podem matar, reforçada por um símbolo de caveira. Visitantes recebem orientação para não tocar, cheirar ou provar as espécies, mas podem observar a variedade que convive entre beleza e perigo.
Entre as plantas, destacam-se espécies extremamente tóxicas, como Ricinus communis, que produz a toxina ricina, presente em sementes. O óleo de rícino, porém, é usado há séculos em laxantes e aplicações industriais.
Guia do jardim explica que, mesmo espécies comuns podem oferecer riscos. Nerium oleander, por exemplo, contém glicosídeos cardíacos que afetam o coração, causando náuseas, vômitos e arritmias se ingeridos.
Rododendros e azaleias também aparecem, com grayanotoxina que ataca o sistema nervoso. O mel produzido a partir do néctar dessas plantas pode ser conhecido como mel louco, com efeitos graves em quem o consome.
A lista inclui acônito, beladona e outros venenos históricos. O acônito contém aconitina, capaz de provocar arritmias fatais em doses mínimas. A beladona, associada à bruxaria, traz atropina e escopolamina de alto risco.
Entre a vida e a morte
Alguns venenos também têm usos medicinais. Taxus baccata, o teixo, é explorado no tratamento de certos cânceres. Vinca (Catharanthus roseus) e dedaleira (Digitalis purpurea) geram alcaloides úteis na farmacologia, ainda que sejam perigosos em doses inadequadas.
Dedaleiras produzem digitalina, componente fundamental para tratamentos cardíacos, mas requer controle rigoroso para evitar intoxicações graves. O jardim ressalta que o mesmo princípio vale para muitas plantas tóxicas.
O espaço utiliza medidas de segurança: alguns canteiros exigem traje de proteção completo, máscara e luvas. Uma planta, Dendrocnide moroides, fica em vitrine com cuidador exclusivo devido à dor extrema causada por contato.
O Jardim dos Venenos também serve a um projeto educativo sobre drogas, apresentando o que chama de ABC das substâncias: papoulas do ópio, cannabis e khat, para explicar os riscos e impactos sociais.
Assim, behind the gates de um castelo histórico, o espaço revela uma coleção de plantas que, mesmo belas, carregam lições sobre toxicologia, medicina e história.
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