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Mamíferos sociais vivem mais, mas grupos grandes trazem desvantagens

Mamíferos sociais vivem mais, mas grupos grandes não aumentam ainda mais a longevidade e elevam o risco de doenças

Mamíferos que vivem em pares ou grupos tendem a viver mais, revela estudo científico. (Imagem: Getty Images via Canva)
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  • Estudo publicado na revista Ecology and Evolution analisou mais de 1.400 espécies de mamíferos e encontrou relação entre sociabilidade e longevidade.
  • Espécies que vivem em pares ou grupos tendem a viver mais do que mamíferos solitários.
  • Grupos muito grandes não apresentam vantagem adicional significativa em relação a pares, principalmente por questões como proteção e diluição de predadores.
  • Fatores como o tamanho corporal também influenciam a longevidade, mas a sociabilidade continua associada ao aumento da vida útil independentemente do peso.
  • A maior transmissão de doenças em grupos grandes é um custo observado, sugerindo um equilíbrio evolutivo entre benefícios sociais e riscos de saúde; estudo liderado por Owen R. Jones.

Um estudo publicado na revista Ecology and Evolution analisou mais de 1.400 espécies de mamíferos e encontrou uma relação entre sociabilidade e longevidade. A pesquisa aponta que animais que vivem em pares ou grupos tendem a ter vida mais longa que os solitários.

Os investigadores classificaram as espécies em três grupos: solitárias, pares estáveis e grupos maiores. A análise considerou expectativa de vida máxima, massa corporal, organização social e hábitos ecológicos e comportamentais.

Entre os principais benefícios da vida em grupo, está a proteção contra predadores. Grupos permitem vigilância coletiva e divisão de tarefas, reduzindo ataques fatais.

O chamado efeito de diluição também aparece: quando há muitos indivíduos, a chance de um único ser ser capturado diminui. O tamanho corporal também influencia, já que mamíferos maiores costumam viver mais.

No entanto, grupos grandes trazem custos. A maior proximidade aumenta a transmissão de doenças infecciosas, o que pode anular parte das vantagens da proteção coletiva.

Por isso, espécies que vivem em grandes sociedades não exibem longevidade muito superior àquelas em pares. O estudo sugere um equilíbrio evolutivo entre comportamento, fisiologia e sobrevivência.

Esses resultados ajudam a entender o envelhecimento humano. Conexões sociais já estavam associadas à saúde física e mental, além de redução do risco de mortalidade precoce.

Agora, as novas descobertas indicam que os benefícios da sociabilidade podem ter raízes evolutivas profundas compartilhadas por diversos mamíferos. A pesquisa reforça que o ambiente social influencia o modo como as espécies envelhecem.

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