- O demógrafo Pery Teixeira coordenou, entre 2002 e 2003, um censo pioneiro da população indígena sateré-mawé, realizado com alunos da Universidade Federal do Amazonas.
- A pesquisa teve metodologia elaborada junto às lideranças indígenas, para evitar desvios nos resultados.
- O projeto é visto como marca de liderança e crítica construtiva de Pery, que orientou e apoiou estudantes.
- Pery nasceu em 1945, em Araxá, Minas Gerais, formou‑se em matemática pela Universidade de São Paulo e atuou no Banco do Brasil antes de seguir a carreira acadêmica.
- Ele morreu no dia sete de abril, aos 81 anos, em sua cidade natal, deixando familiares, amigos e a comunidade científica.
O demógrafo Pery Teixeira coordenou, entre 2002 e 2003, um censo pioneiro da população indígena sateré-mawé. O projeto reuniu alunos da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e contou com a participação das lideranças do povo, para assegurar que a metodologia refletisse a realidade local. O objetivo foi mapear o perfil demográfico com rigor técnico e participação comunitária.
O trabalho destacou-se pela integração entre pesquisa acadêmica e liderança indígena, evitando desvios nos resultados. A coordenação de Pery foi considerada central para o andamento do censo, segundo colegas e familiares. A abordagem envolveu questionários e validação com a comunidade.
Pery Teixeira morreu no dia 7 de abril, aos 81 anos, em sua cidade natal, Araxá, (MG), vítima de um AVC. A informação foi divulgada pela família e por colegas próximos. O demógrafo estava afastado de atividades acadêmicas há algum tempo.
Quem foi Pery Teixeira
Mineiro de Araxá, nasceu em 1945 e era o caçula de sete irmãos, todos com nomes de origem indígena. Mudou-se para São Paulo ainda jovem, viveu na França e, anos depois, transferiu-se para Manaus ao ingressar na UFAM. Formou-se em matemática pela USP e atuou no Banco do Brasil antes da carreira acadêmica.
Formação e atuação
Pery fez carreira na demografia, com foco em povos indígenas. Na década de 2000, estabeleceu-se em Manaus, onde passou a orientar pesquisas na UFAM. Além da função acadêmica, era lembrado pela dedicação aos orientandos, inclusive ajudando financeiramente alguns para manterem as pesquisas.
Caráter e legado
Amigos lembram o professor como crítico, porém acolhedor. Contaram que ele corrigia os erros de português antes de discutir as dissertações e valorizava as produções dos alunos acima de interesses pessoais. A paixão dele por música e cinema também é destacada pelos que conviviam com ele.
Relação com os sateré-mawé
Colegas afirmam que o censo dos sateré-mawé revela o perfil de um pesquisador que combinava rigor técnico com sensibilidade comunitária. O projeto buscou envolver lideranças indígenas para assegurar confiabilidade e respeito às tradições locais.
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