- A Terra tem companheiro de viagem chamado coorbitais de asteróides, que levam o mesmo tempo de órbita ao redor do Sol que o planeta.
- Um dos coorbitais mais conhecidos é o asteroide (469219) Kamo’oalewa, com diâmetro entre 24 e 107 metros, rico em silicatos.
- Análises com o Large Binocular Telescope e o Lowell Discovery Telescope sugerem que ele provavelmente se originou da Lua, possivelmente durante o impacto que criou a cratera Giordano Bruno.
- Um estudo recente, publicado na revista Icarus, aponta que é mais provável que Kamo’oalewa seja um asteroide fugitivo do cinturão entre Marte e Júpiter.
- Ainda não há certeza sobre a origem, e novas evidências devem chegar em dois mil e vinte e sete para esclarecer a trajetória do coorbitai.
O Sistema Solar guarda um companheiro de viagem da Terra desde há milhões de anos. Trata-se de coorbitais, objetos que compartilham o mesmo tempo de volta ao redor do Sol. A origem dessas rochas permanece incerta, mesmo com dados recentes.
Entre eles está o asteroide conhecido como 469219 Kamo’oalewa, um dos coorbitais mais conhecidos. Seu diâmetro varia entre 24 e 107 metros, e análises espectrais indicam alta concentração de silicatos, sugerindo possível origem na Lua.
A hipótese mais aceita até o momento aponta para formação associada ao impacto que criou a cratera Giordano Bruno na superfície lunar. Contudo, o estudo recém-publicado na revista Icarus coloca em dúvida essa narrativa.
Os pesquisadores avaliam duas possibilidades: que Kamo’oalewa tenha escapado do cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter, ou que seja fragmento lunar lançado ao espaço após um grande impacto. O resultado não é definitivo, mas aponta para maior probabilidade de ligação com o cinturão.
A pesquisa destaca que, para confirmar a origem, ainda será necessário aguardar novos dados e observações. A comunidade científica planeja continuar a observar esse coativo ao longo dos próximos anos, inclusive com avanços tecnológicos previstos para 2027.
Se comprovada a hipótese de asteroide fugitivo, isso reforçaria a ideia de que coorbitais podem ter origens diversas dentro do sistema solar, não apenas pela Lua. A conclusão definitiva depende de evidências adicionais obtidas por telescópios e missões futuras.
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