- A Anvisa aprovou, na segunda-feira, 25 de maio de 2026, um novo medicamento para Parkinson em estágio avançado no Brasil.
- O fármaco, Vyalev, é comercializado pela AbbVie e combina foscarbidopa com foslevodopa, derivados da levodopa.
- A terapia é a primeira aprovada com infusão subcutânea contínua de levodopa por 24 horas, buscando manter níveis estáveis e reduzir oscilações motoras.
- É indicada para pacientes que não respondem adequadamente aos comprimidos tradicionais de levodopa e pode ser alternativa à estimulação cerebral profunda.
- Estudos com cerca de 130 pacientes em 12 semanas apontaram aumento do tempo sem sintomas motores incapacitantes e redução dos períodos “off” em relação à levodopa oral.
A Anvisa aprovou no Brasil um novo medicamento para pacientes com Parkinson em estágio avançado. A autorização foi publicada no Diário Oficial da União na segunda-feira, 25 de maio de 2026.
O fármaco, batizado Vyalev, é comercializado pela AbbVie e combina foscarbidopa com foslevodopa, derivados da levodopa. Trata-se da primeira terapia aprovada pela agência baseada em infusão subcutânea contínua de levodopa por 24 horas.
A proposta busca manter níveis mais estáveis do medicamento no organismo, reduzindo oscilações motoras comuns em estágios mais avançados da doença. Em situações de Parkinson, períodos “on” alternam com momentos “off”, quando os sintomas retornam.
Alternativa à cirurgia
A terapia atende pacientes que não respondem adequadamente aos comprimidos tradicionais de levodopa. Também pode ser uma opção para quem não pode ou não deseja realizar a estimulação cerebral profunda, procedimento usado em casos avançados.
Segundo a AbbVie, até 60% dos pacientes têm contraindicações para a cirurgia por condições como demência, alterações de marcha ou instabilidade postural. Outros 45% recusariam a cirurgia por considerá-la invasiva.
A aprovação foi embasada em estudo com cerca de 130 pacientes, com acompanhamento de 12 semanas. A fabricante afirma que o tratamento aumentou o tempo sem sintomas motores incapacitantes e reduziu os períodos off em comparação com a levodopa oral tradicional.
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