Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Arqueólogos recuperam fragmentos de uma das Maravilhas após milênios submersos

Arqueólogos recuperam fragmentos do Farol de Alexandria, submerso há 1.600 anos, e o Projeto PHAROS avança na reconstrução digital do monumento

Trabalho arqueológico da recuperação das ruínas do Farol de Alexandria — Foto: GEDEON Programmes / CEAlex
0:00
Carregando...
0:00
  • Arqueólogos do Projeto PHAROS recuperaram fragmentos do Farol de Alexandria submerso há 1.600 anos no porto de Alexandria, no Egito.
  • O farol foi erguido entre 280 e 247 a.C. na ilha de Faros e, destruído por terremotos no século XIV, tem ruínas submersas desde então.
  • O PHAROS é uma parceria entre o Centro Nacional Francês de Pesquisa Científica (CNRS), o Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito e a Fundação Dassault Systèmes, reunindo especialistas para reconstrução virtual.
  • No momento, 22 dos maiores blocos das ruínas foram recuperados, pesando entre 70 e 80 toneladas.
  • A equipe já digitalizou 100 blocos por fotogrametria; o objetivo é montar um gêmeo digital do farol e testar hipóteses sobre sua construção e queda por meio de simulações.

O Farol de Alexandria, uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo, volta às manchetes após ter sido resgatado de parte de seus vestígios submersos há 1.600 anos. Arqueólogos localizaram fragmentos no fundo do porto de Alexandria, no Egito.

O achado faz parte do esforço para compreender melhor a estrutura monumental erguida entre 280 e 247 a.C. na ilha de Faros, que guiava navegadores pelo Mediterrâneo até a sua destruição, no século XIV.

Em 1968, as ruínas começaram a ficar visíveis no oceano, mas somente em 1994 houve a primeira exploração arqueológica, liderada por Jean-Yves Empereur, que documentou cerca de 3.300 objetos submersos.

Projeto PHAROS

Agora, o Projeto PHAROS, parceria do CNRS, do Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito e da Fundação Dassault Systèmes, busca reconstruir o Farol digitalmente. Historiadores, arqueólogos e engenheiros trabalham juntos.

A equipe já recuperou 22 blocos relevantes, com peso entre 70 e 80 toneladas, entre os mais significativos entre as ruínas. Eles permanecem no leito do Mediterrâneo, prontos para estudo.

Além disso, 100 blocos foram digitalizados ao longo de uma década por fotogrametria. Após o processamento, serão reposicionados para criar um gêmeo digital do monumento.

Métodos de reconstrução

A partir das imagens, pesquisadores simulam a construção do Farol, buscando entender seus métodos de alicerce e os fatores que contribuíram para o colapso. A expectativa é mapear lacunas históricas com maior precisão.

O objetivo é oferecer representações históricas detalhadas, com dados sobre materiais, técnicas e dimensões. As informações ajudam a entender o papel do Farol no comércio e na navegação da época.

As análises devem também esclarecer como as ruínas chegaram ao estado atual. O projeto privilegia evidências técnicas e referências históricas para evitar interpretações subjetivas.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais