- Estudo publicado na revista Nature Communications aponta que o arroz pode atingir o limite térmico com o aquecimento global, já que temperaturas diurnas acima de 35°C prejudicam o desenvolvimento da planta.
- A pesquisa utiliza dados arqueológicos, modelos climáticos e registros históricos, mostrando que o arroz foi domesticado na Ásia há cerca de 9 mil anos.
- Até o fim deste século, áreas produtoras podem enfrentar temperaturas superiores ao limite, ameaçando a segurança alimentar de milhões de pessoas.
- Pode haver deslocamento geográfico do cultivo para regiões mais elevadas ou ao norte, mas nem sempre isso compensa as áreas tradicionais devido à necessidade de água e solo adequados.
- Os autores destacam a importância de desenvolver variedades mais resistentes ao calor, técnicas agrícolas mais eficientes e políticas de mitigação das mudanças climáticas para manter a produção de arroz.
A pesquisa, publicada na Nature Communications, indica que o cultivo de arroz pode chegar a um limite térmico devido ao aquecimento global. Em circunstâncias atuais, temperaturas mais altas podem tornar algumas áreas tradicionais de cultivo inviáveis.
Os autores combinaram dados arqueológicos com projeções climáticas para analisar a relação entre o arroz, uma das principais culturas alimentares, e variações climáticas ao longo de cerca de 9 mil anos, com foco na Ásia.
Segundo o estudo, o limite térmico ocorre quando as temperaturas diurnas ultrapassam 35°C por longos períodos, o que prejudica o desenvolvimento da planta e a produtividade. A tendência atual sugere que, até o fim deste século, regiões produtoras podem enfrentar esse patamar.
Desdobramentos geográficos e adaptação
O aquecimento pode deslocar o cultivo de arroz para áreas mais elevadas ou mais ao norte, onde as temperaturas ainda são adequadas. Ainda assim, a disponibilidade de água e o solo adequado podem limitar esse reposicionamento.
Os autores destacam a necessidade de adaptação, com o desenvolvimento de variedades mais resistentes ao calor, práticas agrícolas eficientes e políticas de mitigação do aquecimento global para preservar a produção.
Além disso, o estudo ressalta a importância de ações globais para reduzir emissões de gases de efeito estufa e evitar aumentos adicionais na temperatura média, que poderiam comprometer a segurança alimentar em escala mundial.
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