- Estimativa do Inca aponta cerca de 11 mil novos casos de tumores cerebrais por ano no Brasil, reforçando a conscientização durante o Maio Cinza.
- Não há exames de rastreamento eficazes; o diagnóstico costuma ocorrer após surgimento de sinais neurológicos, conforme a localização e o tamanho do tumor.
- Os sintomas mais comuns incluem dor de cabeça persistente, alterações visuais, convulsões, náuseas e mudanças cognitivas ou de comportamento.
- Gliomas são dos tumores cerebrais mais frequentes, divididos em baixo grau (crescimento mais lento, em pessoas mais jovens) e alto grau (mais agressivos, em adultos).
- O tratamento costuma ser cirúrgico quando possível; após a cirurgia, pode haver radioterapia e quimioterapia, com avanços recentes em terapias mais específicas.
Os tumores cerebrais estão entre os dez tipos de câncer mais frequentes no Brasil. Estimativas do Inca apontam cerca de 11.000 novos casos por ano. O tema ganha relevância durante o Maio Cinza, mês de informação sobre essas doenças.
Fatores de risco ainda não estão bem estabelecidos para tumores cerebrais. Diferentemente do câncer de pulmão ou de cabeça e pescoço, não há relação clara com tabagismo ou HPV. Em geral, a doença surge sem causa identificável.
O diagnóstico costuma ocorrer após o surgimento de sinais neurológicos, variando conforme a localização e o tamanho da lesão. Dores de cabeça persistentes, alterações visuais e convulsões são alguns dos indicativos que merecem avaliação médica.
Perfil dos gliomas
Entre os tumores cerebrais, os gliomas aparecem com maior frequência. Podem ser divididos em dois grupos: de baixo grau, que crescem lentamente, atingem jovens; e de alto grau, mais agressivos, com maior ocorrência em pessoas mais velhas.
A cirurgia é a primeira opção terapêutica quando possível, mas a extensão da ressecção depende da localização do tumor. Em áreas críticas, pode haver necessidade de abordagens mais conservadoras para evitar déficits.
Após a cirurgia, muitos pacientes precisam de tratamentos complementares. Radioterapia e quimioterapia são utilizadas conforme o caso, com avanços recentes ajudando a tornar as terapias mais específicas e eficazes.
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